Uma gíria popular entre jovens nas redes sociais conquistou o título de palavra do ano de 2026 pelo Collins English Dictionary. Escolhida, “mogging” é uma expressão usada para descrever situações em que alguém supera ou ofusca outra pessoa, seja pela aparência, pelo estilo ou por alguma habilidade.
Segundo o dicionário, o uso do termo cresceu 210% ao longo de 2026. A expressão ganhou força entre integrantes das gerações Z e Alpha, que passaram a utilizá-la de maneira bem-humorada para comparar pessoas e situações.
Apesar de ter se popularizado recentemente, a palavra não é nova. De acordo com uma publicação do blog da Collins, “mogging” circula há aproximadamente uma década e passou por mudanças de significado ao longo desse período.
A origem estaria relacionada à sigla AMOG, abreviação de alpha male of the group, expressão em inglês que significa “macho alfa do grupo”. Inicialmente, o termo era usado como substantivo na cultura do fisiculturismo para identificar o homem considerado mais forte ou fisicamente dominante de uma academia.
Com o tempo, a expressão passou a ser utilizada como verbo e ganhou espaço em comunidades masculinas da internet. Mais recentemente, seu sentido se ampliou e passou a representar o ato de se destacar a ponto de fazer outra pessoa parecer menos impressionante.
Como usar a expressão “mogging”?
O mesmo acontece quando alguém acredita estar muito bem vestido, mas encontra uma pessoa com um visual ainda mais impressionante. A comparação também pode aparecer em vídeos e publicações nas redes sociais, envolvendo aparência física, roupas, desempenho ou outros atributos.
Para Alex Beecroft, diretor executivo da Collins, a escolha da expressão demonstra como diferentes gerações transformam a linguagem. Os lexicógrafos responsáveis pelo dicionário monitoram cerca de 27 bilhões de palavras por ano e avaliam não apenas a frequência de uso, mas também os contextos em que elas aparecem.
“A seleção de ‘mogging’ como a Palavra do Ano da Collins mostra como cada geração deixa sua marca na linguagem”, afirmou Beecroft. Ele também destacou que jovens das gerações Z e Alpha adotaram a expressão e a transformaram em uma gíria bem-humorada.
Quais eram as outras concorrentes à palavra do ano?
A lista de finalistas também reuniu expressões relacionadas a acontecimentos culturais, políticos e climáticos de 2026.
Entre elas estava “firewave”, usada para descrever uma sequência de incêndios florestais que atingem diferentes localidades em um curto intervalo, geralmente após períodos prolongados de calor e tempo seco.
Outra expressão selecionada foi “hydration break”, ou “pausa para hidratação”. O termo ganhou visibilidade durante a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. As partidas passaram a contar com pausas para que os jogadores pudessem beber água diante das altas temperaturas. A medida também virou motivo de brincadeiras entre torcedores, que compararam os intervalos a pausas comerciais.
A política britânica apareceu na disputa com “Manchesterism”, ou “Manchesterismo”. A expressão se refere a uma filosofia política associada ao ex-prefeito da Grande Manchester Andy Burnham, que defende a descentralização do poder regional e a relação entre crescimento econômico e desenvolvimento social.





