O que explica invasão de “godzillas” na cidade dos bilionários em SC

Aumento da temperatura pode explicar maior aparecimento dos animais

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Cinco lagartos teiú foram resgatados nos últimos dias em Jaraguá do Sul (SC)

Cinco lagartos teiú foram resgatados nos últimos dias em Jaraguá do Sul (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Entre terça (4) e quarta-feira (5), cinco lagartos teiús foram resgatados em Jaraguá do Sul, conhecida como a cidade dos bilionários no Norte de Santa Catarina. O resgate dos animais surpreendeu a equipe da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama). Um lagarto ainda chegou a ser comparado com o personagem Godzilla, devido ao seu tamanho e peso de mais de quatro quilos.

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O que explica “invasão” de lagartos teiú em Jaraguá do Sul

O biólogo Christian Raboch Lempek, da Fujama, diz que a “invasão” dos lagartos pode ser explicada pela elevação das temperaturas. Com o calor, os animais costumam aparecer mais e podem acabar assustando os moradores.

O Instituto Butantan ainda detalha que o comportamento do lagarto teiú (Salvator merianae) é sazonal, ou seja, durante a primavera e o verão eles podem ser vistos descansando em áreas de sol, buscando por alimentos e reproduzindo. Já nos meses mais frios, entre o final de maio e agosto, os animais hibernam, permanecendo inativos em tocas por longos períodos.

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Veja fotos dos resgates

Resgates em Jaraguá do Sul

Na última terça-feira (4), o biólogo Christian resgatou quatro lagartos teiú na cidade. O que mais chamou a atenção pesava 4,2 quilos e o profissional o comparou ao personagem “Godzilla”, um monstro gigante fictício da famosa franquia de filmes.

Segundo o biólogo, as pessoas que estavam na pista de esportes, localizada no bairro São Luíz, precisaram acionar ajuda para resgatar o animal. Quando chegou ao local, Christian se deparou com o maior lagarto teiú já resgatado pela Fujama.

Após o resgate, o animal foi solto em uma área de mata, no seu habitat natural. Ninguém ficou ferido durante a ocorrência.

Além deste, Christian ainda resgatou outros três lagartos da mesma espécie ao longo do dia. Dois deles foram em lugares quase mais inusitados do que o primeiro: um deles estava na cama de uma moradora jaraguaense e outro debaixo do capô de um carro, escondido próximo ao motor.

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Já na quarta-feira (5), o biólogo foi chamado para resgatar um lagarto que havia se escondido dentro de uma máquina de lavar roupas.

Sobre a espécie

O Teiú é um réptil da família dos Teídeos (comumente chamados teiús, tejus ou tegus). Ele é o maior lagarto encontrado em terras brasileiras, que habita desde o bioma amazônico, passando pelo cerrado, matas de araucária, indo até o norte da Argentina.

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A cabeça é comprida e pontiaguda. A boca carrega pequenos dentes afiados e uma língua cor-de-rosa, bifurcada. A cauda é longa e arredondada.

As escamas contam com uma coloração acinzentada, intercalada por faixas escuras e claras. O tamanho impressiona: o animal pode chegar a medir 1,50 metros, sendo que a cauda corresponde a grande parte deste comprimento.

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Quando encontrado em seu habitat natural, o Teiú utiliza alguns mecanismos de defesa para se proteger de predadores. O principal deles é a cauda, que pode ser movimentada vorazmente para atingir o inimigo. Outro mecanismo é sua mandíbula: a mordida é poderosa e pode ser capaz de arrancar dedos humanos da estrutura das mãos. Os teiús criados em cativeiro, entretanto, costumam ser dóceis.

O Teiú é perigoso?

O animal é inofensivo e costuma atacar somente quando se sente ameaçado. Quando encontrado em seu habitat natural, o teiú utiliza alguns mecanismos de defesa para se proteger de predadores. O principal deles é a cauda, que pode ser movimentada vorazmente para atingir o inimigo.

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Outro mecanismo é sua mandíbula: a mordida é poderosa e pode ser capaz de arrancar dedos humanos da estrutura das mãos. Os teiús criados em cativeiro, entretanto, costumam ser dóceis.

E apesar de saber se defender muito bem na natureza, o teiú não é um animal peçonhento. Logo, no caso de uma ocorrência envolvendo uma mordida desta espécie de lagarto, não há risco de envenenamento, embora seja recomendado buscar um serviço de saúde para melhores orientações e tratamento adequado do ferimento.