Quem passa pelo cruzamento das ruas João Pessoa e Henrique Lage, no Centro de Criciúma, encontra um edifício que faz parte da paisagem urbana da cidade. O Loft Peressoni Castro, no entanto, nem sempre teve a aparência atual. Projetado originalmente para ser um hotel cinco estrelas, o prédio ficou cerca de 30 anos com as obras paralisadas antes de ganhar uma nova função.
A construção começou em 1972, por iniciativa do médico cardiologista Rogério Peressoni Castro. O projeto arquitetônico, assinado por Fernando Carneiro, foi desenvolvido para um terreno triangular e previa uma estrutura com estacionamento no subsolo, salas comerciais no térreo, pavimentos de apoio, oito andares de apartamentos e um restaurante panorâmico na cobertura.
Apesar da estrutura de concreto e dos fechamentos externos terem sido concluídos, as obras não avançaram para a finalização do empreendimento. Por aproximadamente três décadas, o edifício permaneceu inacabado em uma área central de Criciúma, tornando-se parte da paisagem urbana da cidade.
Prédio inacabado virou edifício residencial
A mudança começou em 2003, quando a Construtora Fontana negociou a aquisição do imóvel com Rogério Peressoni Castro. Em vez de retomar o projeto original de hotel, a empresa decidiu transformar a estrutura em um edifício residencial com apartamentos no estilo loft.
A adaptação ficou a cargo do arquiteto Nivaldo Hipólito, que preservou características da fachada original. Um dos elementos mantidos foi a composição dos volumes salientes, alternados entre os pavimentos, que originalmente correspondiam a nichos para armários.
O projeto resultou em 60 apartamentos com ambientes integrados e sem divisórias internas, característica do estilo loft. O edifício tem 13 andares e passou a abrigar uma proposta residencial diferente daquela imaginada na década de 1970.
Entrega marcou nova fase do prédio
A transformação foi concluída oficialmente em 6 de maio de 2006, com uma programação aberta ao público na Rua João Pessoa, esquina com a Rua Henrique Lage. A festa teve malabaristas, desfile de moda e uma seleção musical que percorreu sucessos desde os anos 1970 até a época.
Conforme a construtora fontana, a cerimônia também reuniu autoridades políticas, entre elas o então governador em exercício de Santa Catarina, Eduardo Moreira, e o prefeito de Criciúma, Anderlei Antonelli.
Após os pronunciamentos, foi realizado o corte da fita inaugural. Uma descida de rapel pela fachada, descrita no material da época como a primeira realizada no Centro da cidade, encerrou a programação. Durante a solenidade, o diretor-presidente da Construtora Fontana, Olvacir Bez Fontana, destacou a revitalização do edifício como uma contribuição para a paisagem urbana de Criciúma.





