“Olhei no espelho e me reconheci”: ela superou as dores, venceu o câncer e ganhou reconstrução da mama pelo SUS

Graziela Ventura relembra mudança de rotina após o diagnóstico de câncer e desafios superados ao longo do tratamento

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Moradora de Florianópolis celebra recomeço após reconstrução mamária (Foto Divulgação, SES)

“A palavra é recomeço. É me olhar no espelho e me reconhecer”, descreveu Graziela Ventura, moradora de Florianópolis, após a cirurgia de reconstrução mamária realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela passou por desafios que começaram no diagnóstico, se estenderam por exames, consultas, cirurgias e impacto emocional da doença.

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“Ninguém escolhe ter câncer, né? Depois do diagnóstico tudo muda. A rotina fica exaustiva, são muitos exames, consultas, cirurgias, dor, efeitos colaterais e também o desgaste emocional. Mas eu me senti acolhida. Tinha sempre alguém para pegar na minha mão, eu não me senti sozinha. Sempre teve alguém me dando carinho”, conta.

Ela relembra que estava trabalhando quando recebeu o diagnóstico. 

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Tinha recém trocado de empresa, eu estava muito feliz, era algo que eu queria muito. Aí precisei parar de trabalhar para vir para o Cepon.

Para ela, a experiência também transformou a maneira de olhar para outras mulheres que ainda estão percorrendo esse caminho. 

“A gente espera tanto tempo e agora chegou. Eu já estive ali e sei como é. Às vezes não vemos a luz no fim do túnel, mas a gente sobrevive. E você também vai. Eu sei que consegue. Sempre conseguimos, com fé, força e coragem”, afirma.

Veja ações preventivas ao câncer de mama

Reconstrução mamária: Santa Catarina faz acompanhamento do diagnóstico à recuperação

Neste Outubro Rosa, o governo estadual reforça uma política de cuidado que acompanha a mulher desde o diagnóstico e tratamento do câncer, até o processo de recuperação e reconstrução após a doença. A iniciativa estadual contempla 17 serviços de Alta Complexidade em Oncologia de Santa Catarina, que já estão atendendo as pacientes.

Atualmente, 150 mulheres foram identificadas para a cirurgia eletiva de reconstrução mamária. As pacientes estão sendo reguladas em ordem cronológica de inserção no Sistema de Regulação do Estado (Sisreg), priorizando os casos mais antigos.

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“Estamos fortalecendo o cuidado às mulheres que enfrentaram o câncer de mama. A reconstrução mamária não deve ser vista como algo separado do tratamento, mas como parte da assistência integral às pacientes”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de cirurgias de reconstrução mamária em SC saltou de 179 em 2022 para 396 em 2025 — um crescimento de 121%. Neste ano, até o mês de julho, foram realizados 217 procedimentos.