Pai vende coleção de cartas Pokémon por mais de R$ 7 mil para pagar tratamento experimental do filho de 6 anos

Ryan Hietanen negociou parte da coleção por US$ 1,5 mil para custear uma terapia experimental com células-tronco para Landon

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cartas pokemon

Uma das peças vendidas tinha profunda ligação emocional do pai com seu irmão falecido (Foto: Fickr)

Todos já ouviram falar de como um pai pode ser capaz de sacrificar de tudo por um filho e Ryan Hietanen é um desses casos comoventes. O americano vendeu parte da sua coleção de cartas Pokémon, incluindo um exemplar raríssimo, por cerca de 1,5 mil dólares (cerca de R$ 7,6 mil) pelo tratamento do seu filho.

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O valor arrecadado foi utilizado por Ryan e sua esposa, Alexandra, para custear uma terapia experimental em seu tratamento para o autismo. Essa operação foi realizada na Colômbia, pois ela não é aprovada nos Estados Unidos.

Como saber se uma carta Pokémon é rara?

Memória fraternal

Ryan, de 39 anos, foi com a família a uma feira de cartas Pokémon. Alexandra acreditava que seria apenas um passeio com o marido e a filha, Paige, até perceber que ele havia levado itens valiosos da coleção para negociar.

Entre as cartas estava uma de Venusaur, um dos Pokémon preferidos de Ryan. Alexandra gravou o momento no celular ao compreender que o marido estava se desfazendo de uma peça importante de sua história pessoal.

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“Meu filho vinha em primeiro lugar”, afirmou Ryan à revista People. A venda de diferentes cartas arrecadou US$ 1,5 mil, valor destinado aos gastos médicos e à viagem internacional da família.

Após a morte do irmão, Ryan interrompeu o hobby. Anos depois, encontrou algumas cartas enquanto arrumava o quarto da filha. A descoberta recuperou o interesse, agora como forma de preservar antigas lembranças e criar novas experiências com os filhos.

Terapia experimental

Landon recebeu uma infusão intravenosa de células mesenquimais produzidas a partir de material de cordão umbilical doado. Os pais afirmaram que buscavam possíveis avanços na comunicação, na interação social e no desenvolvimento do menino.

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Ryan e Alexandra são enfermeiros registrados. Segundo o casal, a decisão ocorreu depois de pesquisas próprias sobre o procedimento. Como o tratamento e a viagem não tinham cobertura do plano de saúde, todos os custos saíram do orçamento familiar.

Entretanto, a terapia permanece experimental para autismo. A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, afirma que nenhum tratamento regenerativo com células-tronco foi aprovado para essa finalidade.

A FDA alerta que clínicas podem divulgar produtos celulares como seguros ou eficazes antes da realização de pesquisas capazes de confirmar essas promessas. Além de não funcionar, um produto sem controle adequado pode provocar complicações.

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Entre os riscos registrados pela agência estão:

  • infecções bacterianas, inclusive infecções no sangue;
  • respostas inflamatórias ou imunológicas indesejadas;
  • crescimento celular inadequado e formação de tumores.

O que a ciência encontrou sobre essa abordagem?

Um estudo clínico de fase 2 acompanhou 180 crianças autistas, com idades entre 2 e 7 anos, para testar uma infusão de sangue de cordão umbilical.

O trabalho foi randomizado, controlado por placebo e duplo-cego. Isso significa que as crianças foram distribuídas aleatoriamente entre os grupos, enquanto familiares e pesquisadores não sabiam quem havia recebido a infusão ou o placebo.

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Após seis meses, a análise do grupo completo não encontrou melhora significativa na socialização, nos sinais relacionados ao autismo ou no vocabulário das crianças que receberam o sangue de cordão umbilical.