Paixão Alvinegra: recordar é viver

Colunista Ivens Abreu escreve diariamente sobre os assuntos do Furacão do Estreito    

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orlando scarpetlli (Foto: orlando scarpetlli)

Eu me lembro com saudades o tempo que passou, desde pequeno eu já gostava de futebol. Quem não colecionou as disputadas figurinha dos jogadores? Comprávamos os envelopes para colar as figurinhas nos álbuns e trocar as repetidas em volta das bancas de revistas, além das carimbadas que eram mais raras. Brincávamos também de bafo, dar um tapa com a mão aberta e as que virassem quem virasse ficava com quem virou as figurinhas.

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Futebol paixão universal

Futebol sempre foi apaixonante, desde crianças no meio da rua, num terreno baldio ou num campinho improvisado se reunia a garotada com uma bola fosse ela dente de leite, de couro, borracha ou mesmo feitas de meias. Sempre que possível a rapaziada se reunia para as tradicionais peladas. A garotada ia crescendo e sem poder comprar chuteiras se contentavam com Kichute, até que um dia o primeiro jogo de camisas. O próximo passo era um lugar no time do bairro, seja no primeiro ou no segundo time. Alguns se destacavam e as portas dos clubes abriam-se para os futuros jogadores profissionais.

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É esperar para ver

Agora para falar do futebol atualmente muitas dúvidas ainda pairam no ar. Quando será que a temporada vai recomeçar? Alguns falam que o estadual reiniciará em meados de maio dando aos profissionais do futebol tempo para uma pequena pré-temporada. Claro que tudo vai depender de como anda o tal coronavírus e de autorização dos responsáveis pela saúde.

Futebol de ontem e de hoje

Com a paralisação do futebol e de todas as outras modalidades esportivas temos que nos contentar com reprises de jogos na TV. Vendo atentamente as partidas realizadas vejo como o futebol evoluiu. Hoje a preparação física dos atletas é mais completa, as técnicas e táticas eram diferenciadas e os goleiros evoluíram muito. Hoje acontecem muitas defesas em penalidades, coisa rara a tempos atras. O futebol romântico de antigamente tem um diferencial, antes jogavam por amor, hoje por dinheiro, com vontade, mas não com a mesma paixão.