Papa Francisco tem quadro clínico “complexo” e seguirá internado, diz Vaticano

Pontífice de 88 anos foi internado na última sexta-feira (14) e não há previsão de alta

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Ofegante, Papa Francisco pede ajuda para ler discurso pela segunda vez

Papa Francisco foi internado no hospital Gemelli, em Roma, na manhã de sexta-feira (Foto: Vatican News, Reprodução)

O papa Francisco tem uma infecção polimicrobiana das vias respiratórias e sua situação clínica é “complexa”, informou o Vaticano em um comunicado divulgado às 9h desta segunda-feira (17). O pontífice de 88 anos foi internado na última sexta-feira (14) e não há previsão de alta. As informações são do g1.

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“Os resultados dos testes realizados nos últimos dias e hoje demonstraram uma infecção polimicrobiana do trato respiratório que levou a uma nova modificação da terapia. Todos os exames realizados até o momento são indicativos de um quadro clínico complexo que exigirá internação hospitalar adequada”, diz a íntegra do boletim.

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Mais cedo, nesta segunda, um porta-voz do Vaticano havia dito que o papa estava em condição estável de saúde, continuaria o tratamento para bronquite no hospital e havia dormido bem durante a noite e tomado café da manhã. Ele não informou se o papa voltou a apresentar febre como no início da internação. Segundo os boletins médicos divulgados pelo Vaticano, ela vinha diminuindo ao longo dos dias.

Saúde do papa Francisco

O papa Francisco foi internado no hospital Gemelli, em Roma, na manhã de sexta-feira. O Vaticano afirmou nos últimos dias que o papa permanecerá no hospital pelo tempo necessário, mas não especificou um prazo para saída.

Nos últimos anos, o papa já enfrentou diversos problemas de saúde, que inclui dores nos joelhos e quadris, inflamação do cólon e uma operação de hérnia.

Em 2023, Francisco, que teve uma parte de um dos pulmões removida na juventude, ficou hospitalizado durante três dias devido a uma bronquite, tratada com antibióticos. No início deste mês, Francisco disse a fiéis durante uma audiência semanal que estava com um “forte resfriado”, que mais tarde foi descrito pelo Vaticano como bronquite.

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Recentemente, ele pediu ajuda de assessores para concluir discursos em mais de uma ocasião. Ele alegou dificuldades respiratórias.

— Deixe-me pedir ao padre que continue lendo porque ainda não posso com minha bronquite. Espero que, da próxima vez, eu possa — disse ele na segunda ocasião.

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