Papa Leão XIV é diagnosticado com câncer de pulmão: quais os sintomas iniciais e como funciona o tratamento

Pontífice passou por cirurgia para retirar o lobo inferior do pulmão direito; tosse persistente, falta de ar e dor no peito estão entre os sinais que merecem investigação médica

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papa Leão XIV foi diagnosticado com câncer no pulmão e passou por uma cirurgia para retirar o lobo inferior. (Foto: TV Vaticano, Reprodução)

O papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão, nesta terça-feira (13). O pontífice passou por uma cirurgia para retirar o lobo inferior do pulmão direito, onde estava localizado o tumor. Segundo informações divulgadas pelo Vaticano, o procedimento foi concluído com sucesso e sem complicações.

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A operação durou cerca de 90 minutos. Após o procedimento, Leão XIV acordou normalmente e retornou ao quarto do hospital para se recuperar. O diagnóstico chamou a atenção para uma doença que pode evoluir sem apresentar sinais evidentes nos estágios iniciais.

O câncer de pulmão ocorre quando células do órgão passam a se multiplicar de maneira descontrolada. O adenocarcinoma é um dos subtipos de câncer de pulmão de células não pequenas e pode surgir tanto em fumantes quanto em pessoas que nunca fumaram.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), muitos pacientes só apresentam sintomas quando a doença já está em fases mais avançadas. Por isso, é importante reconhecer sinais persistentes e procurar avaliação médica, embora eles também possam estar relacionados a outras condições.

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Quais são os primeiros sintomas do câncer de pulmão?

Segundo o oncologista Marcelo Cruz, alguns sinais merecem atenção, especialmente quando persistem, pioram ou surgem sem uma causa aparente.

Entre os principais sintomas está a tosse persistente, que não melhora, dura várias semanas ou apresenta mudanças no padrão habitual. A presença de sangue no escarro, mesmo em pequenas quantidades, também exige avaliação médica.

A falta de ar e o cansaço incomum durante atividades cotidianas são outros sinais que merecem atenção. Também pode ocorrer dor persistente no peito, que piora ao tossir ou respirar profundamente, além de rouquidão que permanece por um período prolongado.

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Infecções respiratórias recorrentes, como episódios repetidos de pneumonia ou bronquite, também podem indicar a necessidade de investigação. Em alguns casos, a doença provoca sintomas gerais, como perda de peso sem explicação, falta de apetite, fraqueza e fadiga persistente.

Esses sinais não confirmam, isoladamente, a presença de câncer. No entanto, devem ser investigados por um profissional de saúde, principalmente quando não desaparecem ou estão associados a fatores de risco, como tabagismo e exposição a determinadas substâncias no ambiente de trabalho.

Como funciona o tratamento do câncer de pulmão?

O tratamento depende do tipo de tumor, do estágio da doença, de suas características moleculares e das condições clínicas do paciente. A avaliação médica também verifica se o câncer está restrito ao pulmão ou se atingiu linfonodos e outros órgãos.

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Segundo o neurocirurgião Julio Pereira, as opções terapêuticas incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia-alvo. Elas podem ser utilizadas isoladamente ou combinadas, conforme as características de cada caso.

A cirurgia pode ser indicada quando o tumor está localizado e pode ser removido com segurança. O procedimento varia conforme o tamanho e a localização da lesão: pode retirar uma parte menor do pulmão, um lobo inteiro, como ocorreu com Leão XIV, ou, em situações específicas, todo o órgão. A indicação depende da extensão da doença e da capacidade do paciente de tolerar a operação. Em alguns casos, a cirurgia é complementada por outros tratamentos.

A quimioterapia utiliza medicamentos que destroem células cancerígenas ou impedem sua multiplicação. Pode ser recomendada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou depois do procedimento, para diminuir o risco de a doença voltar. Também pode fazer parte do tratamento de tumores avançados.

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A radioterapia utiliza radiação direcionada para destruir células tumorais ou controlar seu crescimento. Pode ser indicada quando a cirurgia não é possível, combinada com quimioterapia ou utilizada para aliviar sintomas em determinadas situações.

A imunoterapia é um tratamento que estimula ou ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas. A indicação depende do tipo de tumor e de características específicas da doença.

Já a terapia-alvo utiliza medicamentos desenvolvidos para agir sobre alterações moleculares ou genéticas que favorecem o crescimento do tumor. Antes de indicá-la, a equipe médica pode solicitar testes para identificar se a lesão apresenta alterações que respondam a esses medicamentos.