Perdidos no espaço? Astronautas de cápsula da Boeing podem voltar somente em 2025

Astronautas Butch Wilmore e Suni Williams estão desde 5 de junho no espaço

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Retorno da cápsula que está na Estação Espacial Internacional pode se estender até 2025 (Foto: NASA, Divulgação)

Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams, que estão “presos” no espaço em uma cápsula da Boeing, podem voltar à Terra somente em fevereiro de 2025. Eles decolaram dos EUA em 5 de junho e deveriam retornar no dia 12, porém esse retorno já foi adiado três vezes. As informações são do g1.

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Segundo a Nasa, a data de retorno da cápsula que está na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) pode se estender até o próximo ano. Para ser mais exato, somente em fevereiro 2025, caso a cápsula Starliner ainda seja considerada insegura.

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A declaração foi feita por funcionários da Nasa, a agência espacial norte-americana, nesta quarta-feira (7).

“Estamos completamente confiantes de que os testes que estamos realizando são os necessários para obtermos as respostas corretas e os dados de que precisamos para retornar”, disse Wilmore, no último mês.

O retorno, no entanto, já foi adiado três vezes. A agência espacial está discutindo planos potenciais com a SpaceX para deixar dois assentos vazios em um próximo lançamento da cápsula Crew Dragon, que recebeu a aprovação da Nasa para voos de astronautas em 2020.

A dupla foi enviada à ISS em 5 de junho, em uma missão de (supostamente) oito dias, no primeiro voo tripulado da cápsula Starliner, da Boeing. Só que, segundo a agência, problemas nos propulsores e vazamentos de hélio bagunçaram o cronograma.

“Passamos por muitas simulações… e acho que, no ponto em que estamos agora, sinto confiança de que, se fosse necessário, se houvesse algum problema com a ISS, poderíamos entrar na nossa espaçonave, desacoplar, conversar com nossa equipe e encontrar a melhor forma de voltar para casa”, disse Williams.

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Falhas nos propulsores durante a acoplagem inicial da Starliner à ISS em junho e vários vazamentos de hélio, utilizado para pressurizar esses propulsores, levaram a Boeing a iniciar uma campanha de testes para entender a causa e propor soluções à Nasa, que tem a decisão final.

No entanto, os resultados desses testes ainda não dissiparam as preocupações sobre a segurança da Starliner e geraram debates internos na agência sobre os riscos da cápsula.

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Utilizar uma nave da SpaceX para trazer de volta astronautas que a Boeing planejava retornar na Starliner seria, porém, um golpe significativo para a gigante aeroespacial, que tem lutado há anos para competir com a SpaceX.

A Nasa está dando mais tempo à Boeing para realizar mais testes e coletar dados, e só deve tomar uma decisão na próxima semana. A agência adiou inclusive a próxima missão da Crew Dragon, chamada Crew-9, em mais de um mês.

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Mesmo assim, ainda não foi decidido quais astronautas seriam retirados da missão para acomodar Wilmore e Williams, se necessário.

Quem são os astronautas “presos” na cápsula

Butch Wilmore tem 61 anos, foi criado em Mount Juliet, no Tennesse (EUA), e é capitão aposentado da Marinha americana. É casado com Deanna Newport e tem duas filhas.

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Ele já passou 178 dias no espaço ao longo da carreira. Foram 8 mil horas de voo e 663 pousos em porta-aviões. Também participou de voos em ações militares no Iraque e na Bósnia.

A missão da Boeing é a sua terceira na Estação Espacial Internacional. Fez parte da Expedição 41, entre setembro e novembro de 2014, para explorar a composição de meteoros e as alterações musculares e ósseas causadas pelo espaço. Nessa missão, passou 167 dias fora da Terra e fez 4 caminhadas espaciais.

Suni Williams tem 58 anos, é astronauta da Nasa desde 1998 e veterana de duas missões espaciais. É a segunda astronauta mulher com maior tempo de caminhada no espaço: 50 horas e 40 minutos. Já passou mais de 3 mil horas voando, em 30 aeronaves diferentes.

Como membro da tripulação do NEEMO2, ela ficou embaixo d’água por 9 dias no laboratório submarino Aquarius, da Nasa. Em 1989, foi promovida a aviadora naval e passou a se reportar ao Esquadrão de Combate de Helicópteros nos EUA. Participou de missões no Mediterrâneo, no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico.

Em setembro de 1992, fez parte de uma operação de socorro às vítimas do Furacão Andrew em Miami, na Flórida. É casada e considera Needham, em Massachusetts (EUA), sua cidade natal.

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