Pesquisadores avaliam reabertura de pedra famosa por fotos radicais em Florianópolis

Entorno da Pedra do Surfista está com placas sinalizando o "risco potencial de tombamento"

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Pesquisadores avaliam reabertura de pedra famosa por vista da Lagoinha do Leste, em Florianópolis

Placas foram fixadas como medida preventiva em função da alta procura de turistas na temporada de verão (Foto: Defesa Civil de Florianópolis, Divulgação)

A área do entorno Pedra do Surfista, famosa pela rocha com vista da praia da Lagoinha do Leste, passará por novos estudos que podem determinar a reabertura da atração. A pedra que fica no alto do Morro da Coroa, ponto turístico da Capital, está com placas sinalizando o “risco potencial de tombamento”. As informações são do g1.

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Em entrevista à CBN Floripa, o geógrafo Guilherme Adilson de Freitas, da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), órgão responsável pela sinalização, informou que um escaneamento geológico ainda vai identificar o peso suportado pela rocha.

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De acordo com a Floram, análises geotécnicas preliminares indicaram risco potencial de tombamento, especialmente pelos processos erosivos que ocorrem na área e que podem comprometer a estabilidade da rocha, que possui uma extremidade apoiada ao solo, e a outra livre. Guilherme explica que para avaliar a estabilidade da pedra é necessário saber quanto dela está efetivamente enterrada.

— Já recebemos fotos de 10 pessoas em cima da pedra, por exemplo, e isso começou a nos preocupar com relação ao risco de vidas humanas — comentou.

A situação crítica foi constatada após pesquisas em conjunto com a Defesa Civil e equipes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Processo erosivo

Conforme o geólogo, uma das partes da trilha que dá acesso à rocha foi interditada pelo processo erosivo severo. O trabalho de manejo incluiu o uso de barreiras de rochas para diminuir a velocidade da água, que acelera esse desgaste, assim como a chuva, o vento e o próprio movimento de pessoas.

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— Quando esse solo que está na base da pedra começa a ser erodido, começa a ter um maior risco de movimentação de massa na própria pedra. É uma área bem íngreme, e a estabilidade do entorno interfere na estabilidade da Pedra do Surfista — explicou.

Placas foram fixadas no acesso à trilha e na Pedra do Surfista. A medida é preventiva em função da alta procura de turistas na temporada de verão.

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“Trilha interditada devido às condições precárias, a possibilidade do tombamento de rochas e aos processos erosivos”, detalha um dos comunicados.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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