Posse de Trump, dólar, escala 6×1, COP30: tudo em que você precisa ficar de olho em 2025

Confira um compilado dos principais temas para ficar atento — e bem informado — no ano que está por vir

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arte ben ami scopinho tudo para ficar de olho em 2025

Da política brasileira à transição na Síria, do Globo de Ouro ao show de Oasis no Brasil, tudo para ficar atento em 2025 (Arte: Ben Ami Scopinho, NSC)

Ano de 2025 é marcado por um hiato de grandes eventos esportivos no mundo e também por uma “entressafra” eleitoral brasileira às vésperas das eleições nacionais. Isso significa que os 12 meses que virão pela frente serão um marasmo de tranquilidade e estabilidade? Longe disso. Grandes atos como a posse de Donald Trump, novo comandante da maior potência global, e momentos históricos como a escalada de sucesso rumo ao Globo de Ouro do filme brasileiro “Ainda estou aqui” simbolizam o Ano Novo. Da geopolítica ao esporte, da cultura ao meio ambiente, confira um breve compilado de assuntos para ficar de olho após o Réveillon.

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Geopolítica

A volta de Trump

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O próximo dia 20 de janeiro será marcado pela posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O evento é importante não apenas aos norte-americanos, mas tem consequências globais por conta do poder que os EUA têm sobre a política mundial. Com um histórico protecionista sobre a economia, Trump terá a caneta na mão para ditar o ritmo também de conflitos internacionais — como a guerra na Ucrânia, por exemplo. O presidente eleito tem um histórico de discursos brandos contra a Rússia e de relação “amigável” com Putin, o que poderia resultar em mudanças nas sanções contra os russos. Além disso, a posse dele representa o retorno da extrema direita ao poder, o que pode gerar um efeito dominó em outras nações, como o Brasil.

Transição na Síria

A queda do ditador Bashar al-Assad pode significar o fim da Guerra Civil Síria, uma das mais sangrentas da história recente, com mais de meio milhão de mortos. A tendência é de que haja em 2025 uma transição de governo por lá, caminhando para o que oposicionistas de Assad chamam de “Estado de Direito”. A guerra na Síria, vale lembrar, tem como agentes camuflados grandes potências como Rússia, Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita. Ou seja, uma eventual transição pacífica de governo no país, que foi palco de uma das maiores tragédias humanitárias da década passada, pode significar estabilidade regional e impactar em alianças diplomáticas globais. 

Israel e Hamas

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Negociações sobre um cessar-fogo no conflito envolvendo Israel e o Hamas devem marcar o ano de 2025. No último dia 25 de dezembro, em pleno Natal, ambos os lados da história alegaram atrasos e ruídos para colocar em prática um possível acordo. De um lado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou o grupo palestino de voltar atrás em entendimentos que já haviam sido superados. Do outro, o Hamas afirma que o governo israelense impôs novas condições para libertar prisioneiros. Esse toma lá, dá cá mantém a tensão no Oriente Médio e impacta a vida de milhões de pessoas. Vale lembrar que Israel, com bombardeios indiscriminados, bloqueios humanitários, deslocamento forçado de civis e o uso de força desproporcional, já foi acusada de violar normas de direitos humanos e de direito internacional humanitário, com milhares de mortes de crianças e mulheres. O país alega autodefesa. 

Política

Posse de prefeitos e vereadores

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Uma importante mudança no campo da política ocorre logo no primeiro dia de 2025: a posse de prefeitos, vices e vereadores eleitos nas urnas em outubro. Em Santa Catarina, tomam posse os prefeitos e vices eleitos nas 295 cidades e mais 2.912 vereadores. Nas prefeituras, Topázio Neto (PSD) oficializa a permanência em Florianópolis, Adriano Silva (Novo), em Joinville, Orvino Coelho d’Ávila (PSD), em São José, e João Rodrigues (PSD), em Chapecó. Já em outras grandes cidades catarinenses, a data de posse marca a mudança no comando da gestão. É o caso, por exemplo, de Blumenau, onde assume Egídio Ferrari (PL), Itajaí, que será comandada por Robison Coelho (PL) e Criciúma, a ser comandada por Vaguinho Espíndola (PSD). Já no cenário nacional, nas maiores cidades os eleitores também optaram pela continuidade, como Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo e Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro.  

Eleições na Câmara, Senado e Alesc

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Outro assunto que deve movimentar a política já no início de 2025 serão as eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, em Brasília, e da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis. Em nível nacional, a disputa marcará a saída de Arthur Lira (PP-AL) do comando da Câmara e de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) do Senado após quatro anos. A influência exercida ao longo desse período deve permitir também que eles elejam os sucessores — os nomes favoritos e apoiados por eles são Hugo Motta (Republicanos-PB), para a Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), para retornar à presidência do Senado. Os cargos são importantes por definirem as prioridades de votações, ditarem o ritmo dos projetos e das cobiçadas emendas parlamentares. Em Florianópolis, as articulações de bastidores já apontam um provável retorno do deputado Júlio Garcia (PSD) à presidência da Alesc. 

Escala 6×1

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Polêmica que ganhou força nas redes sociais em novembro, o projeto que tenta acabar com a escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho na semana por um de descanso) deve voltar a ser discutida e chegar a um desfecho ao longo de 2025. A proposta apresentada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) propõe a adoção de um modelo de escala de trabalho 4×3 (quatro dias trabalhados por três de descanso) e começou a tramitar após receber assinaturas de mais de 230 parlamentares. Defensores do projeto sustentam que ele poderia permitir mais horas de descanso, lazer e qualidade de vida, enquanto críticos argumentam que ele poderia trazer impactos econômicos como aumento de preços e risco à manutenção de empresas e empregos. 

Reforma tributária

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A regulamentação da reforma tributária foi aprovada pelo Congresso nas últimas sessões do ano, mas a definição de algumas regras do novo sistema de impostos do país ainda será pauta para 2025. É o caso da definição de comitês para gestão e fiscalização dos novos impostos, IBS e CBS, que substituirão cinco tributos existentes hoje. Além disso, o ano será de preparação para a implantação da reforma, que ocorrerá de forma gradual com início em 2026. Outras mudanças no campo fiscal, como a prometida isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, também são propostas que terão presença certa no Congresso em 2025. 

Julgamento da tentativa de golpe

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Outro assunto que deve ter desdobramentos ao longo de 2025 são as investigações sobre a tentativa de golpe organizada por militares e agentes do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no fim de 2022. Em novembro, Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciadas por suposto envolvimento no plano golpista. Agora, a expectativa recai sobre a apresentação ou não da denúncia contra o ex-presidente e demais nomes. A decisão caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) e pode ocorrer nos primeiros meses do ano. Informações apontam que, em caso de apresentação e recebimento da denúncia pela Justiça, o Supremo Tribunal Federal (STF) espera poder julgar o caso ainda em 2025. A intenção é evitar que o desfecho do caso interfira no processo eleitoral de 2026. 

Olho no dólar 

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Dor de cabeça do país na reta final do ano, a disparada do dólar deve ter continuidade com impactos na economia em 2025. Analistas apontam que a moeda norte-americana deve iniciar o ano mantendo-se acima do patamar de R$ 6, o que gera preocupações sobre consequências como inflação e, consequentemente, manutenção da taxa de juros em patamar elevado — decisão que a partir do próximo ano será liderada pelo novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, aliado de Lula. Por conta desse cenário e da frustração do mercado sobre o recente pacote de corte de gastos, o governo federal deve apresentar novas medidas de ajuste das contas em 2025.

Esportes

Copa do Mundo de Clubes 

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O novo torneio de clubes organizado pela Fifa tem os moldes da antiga Copa do Mundo, com 32 equipes divididas em oito grupos, e será o primeiro grande evento a reunir tantos grandes times em um curto espaço de tempo. Organizado nos EUA, que será uma das sedes da Copa de 2026 (juntamente com México e Canadá), a competição terá quatro clubes brasileiros: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras. Gigantes europeus como Real Madrid, Bayern de Munique e Manchester City estarão em campo. O torneio será disputado de 14 de junho a 13 de julho, com três jogos na primeira fase e mata-mata das oitavas de final em diante. O “Supermundial”, como vem sendo chamado, também deve ser pomposo do ponto de vista financeiro: especula-se que o valor mínimo só pela participação gire em torno dos 50 milhões de dólares — cerca de R$ 300 milhões. O campeão deverá embolsar em premiações mais de meio bilhão de reais.

Copa América Feminina

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A competição que ocorrerá no Equador de 12 de julho a 2 de agosto será a segunda grande oportunidade para o técnico Arthur Elias mostrar serviço no comando da equipe — ele assumiu o time em 2023, após a demissão de Pia Sundhage. E a Copa América do ano que vem traz consigo também uma novidade: o torneio não valerá classificação ao Mundial, diferentemente do que ocorria anteriormente. Agora, a Conmebol terá uma Eliminatória Sul-Americana também à Copa feminina (que ocorrerá em 2027 no Brasil), e não mais somente à masculina. Apesar disso, a Copa América premiará as seleções que terminarem em primeiro e segundo lugares com uma vaga aos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028, o que mantém a relevância do evento.

Tem brasileiro na F1

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Gabriel Bortoleto, brasileiro de 21 anos, teve uma ascensão meteórica no automobilismo ao vencer consecutivamente a Fórmula 3, em 2023, e a Fórmula 2, neste ano. O desempenho fez com que ele fosse contratado pela equipe Sauber, colocando novamente a bandeira do Brasil no grid de largada da Fórmula 1. A chegada de Bortoleto à F1 no ano que está por vir marca o retorno de um piloto brasileiro às corridas depois de oito anos — Felipe Massa se aposentou em 2017 e, desde lá, mais nenhum brazuca esteve nas pistas. Apesar de promissor, o jovem piloto não deve ter grandes feitos em 2025, mas é apontado por especialistas como uma das grandes promessas da F1 para os próximos anos.

Meio Ambiente

A histórica COP30 em Belém

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Belém, no Pará, vai sediar a histórica 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A escolha da sede, no meio da Floresta Amazônica, é simbólica e representa a importância de um debate sólido sobre mudanças climáticas. Ao todo, representantes de 195 países estarão no Brasil em novembro de 2025, tendo como principais eixos de discussão a redução da emissão de gases de efeito estufa, a adaptação das nações às mudanças no clima, o financiamento climático para países em desenvolvimento (facilitar acesso de recursos internacionais para preservação de biomas, por exemplo) e a preservação das florestas e biodiversidade. A expectativa é de que o evento seja marcado por importantes negociações globais a respeito das questões climáticas e, também, por um compromisso mundial pela sustentabilidade, pela proteção ambiental e pelo que especialistas chamam de “estabilidade climática”. 

Ciência

Alinhamento de sete planetas

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Um evento astronômico raro, que ocorre no mínimo a cada 10 anos, será visível a olho nu — caso não haja nuvens no céu e o tempo esteja firme, claro. Sete planetas — Saturno, Mercúrio, Vênus, Júpiter, Marte, Urano e Netuno — vão se alinhar, sendo que os cinco primeiros serão visíveis sem a ajuda de um telescópio. Um alinhamento como esse de múltiplos planetas, que ocorrerá em 28 de fevereiro, é incomum e marca um dos principais eventos do Calendário Astronômico de 2025, que se inicia já entre os dias 2 e 3 de janeiro com o pico de chuva dos meteoros Quadrântidas, com média de 80 meteoros por hora.

Ciência quântica

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2025 foi proclamado pela Unesco como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas. O ano foi escolhido por marcar os 100 anos desde que Werner Heisenberg desenvolveu a base da mecânica quântica moderna, um marco na física que revolucionou a ciência. O objetivo será de acelerar a inovação tecnológica, principalmente do ponto de vista de segurança, já que a criptografia quântica ajuda a tornar informações praticamente invioláveis. Além disso, essa ciência, quando aprimorada, pode auxiliar em áreas como monitoramento do clima e medicina.

Cultura

“Ainda estou aqui”

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Indicado ao Globo de Ouro em duas categorias, o filme aborda o impacto da ditadura militar brasileira nas famílias, ao focar na história de Eunice Paiva, que enfrentou a perda do marido, Rubens Paiva, desaparecido político durante o regime. “Ainda estou aqui” é dirigido por Walter Salles e ganhou reconhecimento por expor o drama de um período sombrio na história brasileira. Além de concorrer ao Globo de Ouro como Melhor Filme de Língua Não Inglesa, a atriz Fernanda Torres, que atuou como Eunice Paiva, concorre como Melhor Atriz em Filme de Drama. A produção brasileira é um sucesso de bilheteria e, também, ganhou o importante prêmio de Melhor Roteiro do Festival de Veneza. O filme foi o selecionado para representar o país no Oscar de Melhor Filme Internacional. A cerimônia do Globo de Ouro ocorre no próximo dia 5 de janeiro.

Turnê de despedida de Gil

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O ano que está por vir será marcado pela última turnê de Gilberto Gil. O cantor anunciou 10 shows da obra “Tempo Rei – Última Turnê”, que vai revisitar toda a carreira. A série de apresentações começa na terra natal, Salvador (BA), em 15 de março, e se estende até 22 de novembro, no Recife (PE). Essa turnê deve se tornar um marco à cultura brasileira por ser a despedida de um ícone da MPB e, acima de tudo, por celebrar o legado de Gil à América Latina. 

Oasis no Brasil

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Além dos grandes festivais de música já consagrados, como Lollapalooza e The Town, novembro de 2025 será um mês marcado pelo retorno da banda britânica Oasis ao Brasil após 15 anos. Os irmãos Gallagher anunciaram a volta do grupo — marcado por sucessivas crises familiares que levaram ao hiato de mais de uma década — e, além de shows no Reino Unido e Irlanda, também confirmaram apresentações nas Américas — com o Estádio do Morumbi como o escolhido em território brasileiro. 

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