A primeira máquina de lavar roupas produzida no Brasil foi inventada em Santa Catarina e nasceu de uma ideia de Walter Mueller para facilitar uma das tarefas mais pesadas do dia a dia. Em Timbó, no Vale do Itajaí, o empresário transformou a inspiração em um eletrodoméstico que décadas depois ainda desperta memória afetiva entre os brasileiros, especialmente entre quem conheceu a famosa “máquina carambola”.
Fotos antigas do acervo da Mueller relembram a criação e a trajetória da lavadora que conquistou os lares brasileiros (veja na galeria abaixo). O modelo era tão presente nas casas que acabou quase como uma integrante da família, ganhando até o apelido carinhoso.
Veja fotos da queridinha “máquina de carambola”
Produção em série começou por acaso
A história começou quando Walter Mueller, dono da fábrica em Santa Catarina, acompanhava as novidades da indústria europeia a partir de revistas enviadas por parentes. Visionário, ele se interessou pelas inovações que poderiam tornar mais fácil o árduo processo de lavar roupas no tanque. A ideia, inicialmente, também tinha um motivo bastante pessoal: melhorar o trabalho doméstico da própria família.
Em 1951, as três primeiras “máquinas de carambola” foram entregues a pessoas próximas aos Mueller. Depois, quem quisesse uma precisava fazer uma encomenda. A produção ganhou outra escala a partir de 1953, quando as lavadoras começaram a ser enviadas para diferentes regiões do Brasil.
O sucesso foi tamanho que a empresa, fundada em 1949 com foco no ramo de ferraria, decidiu mudar de rumo. Em 1958, a Mueller passou a se dedicar exclusivamente à fabricação de lavadoras de roupas.
Ao longo das décadas, a criação que ajudou a alavancar a empresa passou por adaptações. A madeira, por exemplo, deu lugar à fibra. A essência, porém, permaneceu. Tanto que, 75 anos depois, a “máquina carambola” continua à venda.
Curiosamente, com o mesmo jeitinho que ajudou a transformá-la em uma das lavadoras mais lembradas pelos brasileiros.








