A Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201), segunda embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré e inteiramente construída em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina, foi ao mar na segunda-feira (2) para mais uma etapa dos Testes de Aceitação no Mar (SAT). A avaliação tem foco nos sistemas de combate e na integração dos equipamentos que permitem ao navio atuar em diferentes cenários de guerra.
Com capacidade para caçar submarinos e abater aeronaves, o novo navio de guerra da Marinha do Brasil está entre as embarcações projetadas para proteger a chamada Amazônia Azul, uma área de mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados sob responsabilidade brasileira.
A novidade foi anunciada por Paulo Alvarenga, CEO da TKMS Brazil, empresa responsável pela construção das fragatas. Segundo ele, a nova etapa representa um avanço importante na preparação da embarcação. “É uma fase muito importante para verificar o desempenho e a integração dos sistemas e equipamentos que compõem as capacidades operacionais do navio”, destaca.
Como é a Fragata Jerônimo de Albuquerque
Com aproximadamente 107 metros de comprimento, 3.500 toneladas de deslocamento e velocidade superior a 25 nós (cerca de 46 km/h), a Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201) é um navio-escolta de alto poder de combate, projetado para atuar em diferentes cenários de guerra: na água, no fundo mar, e também no ar.
Fabricada inteiramente em solo catarinense, a embarcação é equipada com radares, sensores e armamentos de última geração, recursos que permitem identificar ameaças e atuar na proteção dos mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados da chamada Amazônia Azul, área marítima sob responsabilidade brasileira.
A estrutura conta ainda com convoo, área destinada a pousos e decolagens de aeronaves, e hangar para abrigar helicópteros. Esses recursos ampliam o alcance das operações e permitem que a fragata também participe de missões de busca e salvamento, além de ações de monitoramento e combate à poluição marítima, pirataria e pesca ilegal.
Navio de guerra homenageia comandante da Marinha
Além das atividades de defesa naval, o navio está preparado para cumprir compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Por ser uma embarcação de escolta, sua função também envolve proteger outras unidades navais e atuar em operações que exigem vigilância e capacidade de resposta a diferentes ameaças.
A F201 é a segunda fragata prevista no Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) e recebeu o nome em homenagem a Jerônimo de Albuquerque, considerado o primeiro comandante de uma frota naval da Marinha nascido em território brasileiro.
A construção começou em novembro de 2023, com o corte da primeira chapa de aço. Em junho de 2024, a embarcação passou pela cerimônia de batimento de quilha, marco importante da construção naval. Até o momento, a Marinha do Brasil ainda não divulgou uma data oficial para a incorporação da fragata à frota naval.
Fragatas Classe Tamandaré
A obtenção de quatro fragatas da Classe Tamandaré integra um dos programas estratégicos da Marinha do Brasil, com o objetivo de modernizar o poder naval do país e fortalecer a indústria de defesa nacional. As embarcações são gerenciadas pela EMGEPRON e construídas pela Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis.
As fragatas são navios escolta modernos, com alta capacidade de combate e preparados para enfrentar diferentes tipos de ameaças. Entre as principais funções estão a proteção do tráfego marítimo, a defesa do litoral brasileiro e a garantia da soberania nas águas do país.







