Quais as chances de megaterremoto previsto no Japão se confirmar e atingir milhares de pessoas

Último megaterremoto aconteceu em 1946; estimativa é que eles acontecem a cada 150 anos, em média

Compartilhe:
Previsão foi publicada em relatório do governo japonês (Foto: Banco de Imagens)

Previsão foi publicada em relatório do governo japonês nessa segunda (31) (Foto: Banco de Imagens)

Um novo relatório do governo do Japão prevê que um megaterremoto poderia matar quase 300 mil pessoas se acontecesse como previsto há muito tempo na costa do Oceano Pacífico. O documento foi divulgado nessa segunda-feira (31) e ainda mostra que o acontecimento traria até US$ 1,81 trilhão de prejuízos. O último megaterremoto aconteceu em 1946.

Continua após a publicidade

Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp

Se uma linha do tempo fosse traçada nos últimos 1,4 mil anos, os megaterremotos aconteceram a cada 100 ou 200 anos em território japonês. Isso quer dizer que se fosse seguir essa estimativa, o próximo terremoto de 8 a 9 de magnitude ao longo da Fossa de Nankai, uma zona de fundo marinho trêmula, estaria próximo.

Continua após a publicidade

A chance de isso acontecer, segundo o governo do Japão, é de 80%. O impacto enorme aconteceria porque a fossa, que abriga a placa tectônica do Mar das Filipinas, se estende por 800 quilômetros, indo de Shizuoka até a ilha de Kyushu.

O relatório diz, ainda, que mais de 1,23 milhão de pessoas podem ser afetadas, o que representa cerca de 1% de sua população total.

O motivo da previsão

Para fazer a estimativa, o relatório levou em consideração os dados atualizados de terreno e solo do Japão, com expansões das áreas de inundação. Esta também não é a primeira vez que o Japão emite um alerta de megaterremoto. Em 2024, o governo disse que havia uma “chance relativamente maior” de um terremoto de magnitude 9.

*As informações são do Terra e da CNN.

Continua após a publicidade

Leia também

Grávida descobre trigêmeos a poucos meses do parto em Blumenau: “Escondidinho”

Preço do ovo sobe quase 20% em março e afeta o bolso de universitários que moram sozinhos