O advogado Marcelo Lombardi, de 45 anos, foi identificado como a terceira morte confirmada por contaminação de metanol em bebidas adulteradas na Grande São Paulo. Dono de uma imobiliária, ele morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória e falência de múltiplos órgãos. As informações são do g1.
Fernanda Lombardi, irmã do advogado, disse em entrevista ao Bom dia São Paulo, que a família está muito abalada com a morte de Marcelo. Ela não sabe dizer onde ele consumiu a bebida batizada para entender como se deu a contaminação.
— Quando foi diagnosticada a intoxicação por metanol, ele já estava desorientado. E não tivemos como saber nenhuma informação dele. Logo cedo, no sábado, ele acordou e estava sem a visão. Ele só estava vendo um clarão. Foi levado para o hospital com a esposa e a minha mãe. Só que o quadro foi se agravando gradativamente — declarou.
Marcelo era casado e morava com a esposa e uma cachorrinha. A irmã contou que ele já acordou desorientado e sem visão e que não tinha participado de nenhuma festa nos dias anteriores à intoxicação.
— A gente espera que não aconteça com mais nenhuma família. Perder uma pessoa assim, de uma hora pra outra, é muito surreal. É muito surreal. A gente perdeu uma pessoa inexplicável. A nossa base. Realmente a nossa base.
A família informou que irá entregar para a polícia a garrada de vodka que Marcelo tenha em casa e ois extratos bancários dele para tentar identificar o lugar que a bebida adulterada possa ter sido comprada.
— A esposa ligou logo cedo e disse que ele não estava enxergando. Então, minha mãe correu e levou eles para o hospital. No dia anterior ele não saiu para nenhuma festa ou comemoração. Em algum lugar ele pode ter passado e batido papo com algum amigo e tomado alguma coisa. Mas a gente não sabe onde.
O advogado foi velado nesta segunda-feira (29) e deve ser enterrado em Santo André na manhã desta terça-feira (30). O sepultamento está marcado para as 10h.
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O que é o metanol
Segundo o g1, o metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. O produto é um tipo de álcool simples, incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum.
Orientações
Os casos seguem sob investigação das autoridades policiais e de saúde. Em nota, o secretário nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira, reforçou a importância da atuação conjunta entre governo, setor privado e sociedade para coibir práticas criminosas de falsificação e proteger consumidores. A recomendação se estende a bares, restaurantes, casas noturnas, aplicativos de entrega, entre outros.
Entre as orientações estão a compra segura, a conferência de produtos e o fortalecimento da rastreabilidade dos produtos. O documento também destaca que alguns pontos devem ser tratados como suspeita de adulteração: preços anormalmente baixos, lacres tortos, erros grosseiros de impressão, odor semelhante a solventes, além de relatos de consumidores com sintomas como visão turva, dor de cabeça intensa, náusea ou rebaixamento da consciência.
“Nesses casos, os estabelecimentos devem interromper imediatamente a venda do lote; isolar fisicamente os produtos; preservar garrafas, caixas, rolhas e rótulos como evidência; e manter ao menos uma amostra íntegra por lote para possível perícia”, informou o órgão.
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