Santa Catarina tem três nomes entre as mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro, de acordo com a a primeira “Lista Forbes As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, lançada pela Forbes Brasil para reconhecer a comunicação e a influência de mulheres de todas as regiões do Brasil e voltadas para diferentes atividades. A lista está em sua segunda edição, como forma de celebrar o Dia Internacional da Mulher Rural.
Entre os projetos que destacam as catarinenses, estão ações envolvendo mel e análise de peixes durante os estudos e sistemas de cooperados que faturam bilhões. Da trajetória pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) até a presidência do Sistema OCB, as mulheres catarinenses se posicionam no ranking nacional de forma abrangente e consolidada. Conheça cada uma delas nesta matéria do NSC Total.
Ana Paula Zapelini de Melo
A cientista da UFSC Ana Paula Zapelini de Melo é a catarinense mais bem posicionada no ranking da Forbes e se destaca por ter recebido o prêmio de Pesquisadora Destaque 2024 na Brazil Conference, em Harvard, considerado o “Oscar da Pesquisa”. Na lista da Forbes, ela está na 13° posição.
Durante seu doutorado na universidade na área de Ciência de Alimentos, Ana Paula adaptou uma cafeteira de café expresso para extrair os contaminantes de petróleo, que invadiu as praias do Nordeste em 2019, de amostras de peixes e frutos do mar. De uma adaptação inesperada, saiu o primeiro protocolo oficial do Brasil para monitorar os contaminantes nos peixes.
Além de levar o prêmio em 2024, ela também conquistou o Prêmio Capes de Tese em Ciência de Alimentos e o Grande Prêmio Ennio Candotti, de Ciências da Vida.
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Giulia Fabrin Scussel
A chapecoense Giulia Fabrin Scussel também está na lista da Forbes, na posição 42°, com destaque para o fortalecimento do mel catarinense na indústria nacional e internacional. Ela é a primeira mulher a presidir a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc).
Nas redes sociais, a engenheira agrônoma se intitula como “Giulia do Mel”. O foco dela, em meio ao recorde de exportações brasileiras de mel, com mais de 5 mil toneladas, é fazer com que a discussão sobre o mel seja feita para além de Florianópolis, com a valorização da identidade do produtor.
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Tânia Zanella
Na posição 93° do ranking da Forbes, Tânia Zanella escalou escada por escada no Sistema OCB desde que chegou à empresa em 2008, rompendo barreiras de gênero e se tornando a primeira mulher a ser presidente executiva da entidade.
Primeiro, a catarinense de Ipumirim foi gerente de Relações Institucionais, gerente-geral e superintendente nacional. O sistema, com mais de 29 milhões de cooperados e que teve mais de R$ 848 bilhões em receitas em 2025, tem grande influência do agro. Para se ter uma ideia, do total da receita, R$ 487 bilhões vêm do agro.
Não é a primeira vez que Tânia aparece no ranking. Na primeira edição, em 2021, ela também já havia integrado a listagem. Agora, a meta é ir além e chegar a R$ 1 trilhão em dois ou até três anos.
















