Pet com sobrenome da família: veja como registrar cão ou gato em cartório, inclusive pela internet

Declaração de guarda feita em cartórios de Registro de Títulos e Documentos ajuda a comprovar a tutela em casos de perda ou disputa, mas não é uma certidão de nascimento

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Documento permite identificar os responsáveis pelo animal e pode auxiliar em disputas relacionadas à guarda (Foto: Vlada Karpovich – Pexels)

Inclusão do sobrenome da família é opcional e pode ser feita no momento do registro do animal (Foto: Vlada Karpovich – Pexels)

Para muitas famílias, cães e gatos já são tratados como parte da casa. Esse vínculo também pode ganhar um registro em cartório, com direito ao sobrenome dos tutores no nome do animal. O procedimento pode ser feito presencialmente ou pela internet, em qualquer lugar do Brasil.

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O documento se chama Declaração de Guarda de Animal Doméstico e é registrado nos Cartórios de Registro de Títulos e Documentos (RTD). Ele reúne informações sobre o pet e sobre seus responsáveis e pode servir como prova em casos de desaparecimento, roubo ou disputa pela guarda.

O sobrenome é uma homenagem, não muda o status do pet

Os tutores podem acrescentar o sobrenome da família ao nome do animal, mas o registro não transforma o pet em pessoa perante a lei. Segundo a registradora Márcia Fidelis Lima, em texto publicado pelo IRTDPJ Brasil, trata-se de “uma homenagem que objetiva dar publicidade à relação sentimental”.

A declaração reúne dados como nome, espécie, raça, sexo, idade, cor da pelagem e características particulares. As fotos ajudam a diferenciar o animal de outros parecidos.

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O documento também permite registrar mais de um responsável e definir com quem o animal fica em caso de separação, ou se a guarda será compartilhada.

O registro, no entanto, não garante automaticamente a propriedade do animal nem substitui uma decisão judicial. Seu papel é dar publicidade à declaração e ajudar a comprovar as informações apresentadas.

Quais documentos são necessários?

Segundo o IRTDPJ Brasil, o pedido costuma exigir:

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Do tutor (ou dos tutores):

  • Nome completo, estado civil e profissão;
  • RG e CPF;
  • Endereço e comprovante de residência.

Do animal:

  • Nome e, se desejar, o sobrenome da família;
  • Espécie, raça, sexo e idade;
  • Cor da pelagem (ou da plumagem, no caso de aves) e características que facilitem a identificação;
  • Data de início da guarda;
  • Número do microchip, se houver;
  • Pelo menos duas fotos, de preferência de frente e de lado.

Além de cães e gatos, é possível registrar aves canoras. No caso de animais silvestres, é preciso apresentar autorização do Ibama ou documento que comprove a origem legal.

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Como fazer o registro pela internet

  1. Acesse a Central RTDPJ Brasil e escolha a opção “Registro de PET”;
  2. Preencha os dados dos tutores e do animal e anexe as fotos;
  3. A plataforma gera um PDF com as informações, que precisa ser assinado digitalmente, com certificado ICP-Brasil ou conta gov.br;
  4. O pedido segue para o cartório, que analisa a documentação e informa as próximas etapas;
  5. O andamento pode ser acompanhado pela própria plataforma.

Quem preferir pode ir diretamente a um Cartório de Registro de Títulos e Documentos. O valor segue a tabela de emolumentos de cada estado, e o pagamento pode ser feito por Pix, cartão de crédito ou boleto.

Registro em cartório ou SinPatinhas?

O registro em cartório não substitui outras formas de identificação. Plaquinhas com telefone atualizado e microchip continuam sendo as formas mais rápidas de localizar o tutor quando um animal desaparece.

Outra opção é o SinPatinhas, cadastro nacional de cães e gatos do Ministério do Meio Ambiente, criado pela Lei 15.046/2024. O serviço é gratuito, exige login gov.br e permite emitir a carteirinha do pet (RG Animal) com QR Code. Quem encontrar um animal perdido pode escanear o código para acessar o contato do responsável. Veja o passo a passo para fazer o RG Animal e as perguntas e respostas sobre o cadastro.

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Entenda a diferença:

  • Registro em cartório: é pago, documenta a guarda e os tutores, permite incluir o sobrenome da família e tem valor de prova em disputas;
  • SinPatinhas: é gratuito, funciona como cadastro nacional de identificação e gera um RG Animal com QR Code para facilitar a localização do tutor.

As duas opções podem ser usadas juntas.