Rio de Janeiro amanhece sem vias obstruídas após mais de 12 horas de bloqueios

Rio de Janeiro foi palco da operação mais letal da história do estado, com 64 mortes até a última atualização

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operação Rio de Janeiro

Megaoperação tem como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes de uma facção criminosa (Foto: Fernando Frazão, Agência Brasil)

A Prefeitura do Rio de Janeiro informou às 3h30min desta quarta-feira (29) que não havia mais vias obstruídas em decorrência de retaliações de uma facção criminosa à operação considerada a mais letal da história do estado. No total, foram mais de 12 horas de bloqueios, com 71 veículos coletivos tomados e 2014 linhas impactadas. As informações são do g1.

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“A última a ser liberada foi a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, sentido Jacarepaguá, o que ocorreu às 2h45min”, detalhou o Centro de Operações e Resiliência (COR). Até a última atualização desta reportagem, a cidade permanecia no Estágio 2, em uma escala que vai até 5. 

O 2º nível indica que há risco de ocorrências de alto impacto com elevado potencial de agravamento.

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“Evite circular nas regiões impactadas pelas ocorrências policiais, permaneça em local seguro e mantenha-se informado”, recomendou o COR.

A Avenida Brasil, Linhas Amarela e Vermelha e as rodovias BR-101 e BR-040 ficaram fechadas durante as retaliações. Criminosos usaram ônibus e outros veículos como barricadas em diversas vias do Rio de Janeiro, como forma de represália à operação policial.

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Megaoperação

De acordo com números do Palácio Guanabara, esta é considerada a operação mais letal da história do estado, com 64 mortes até a última atualização desta reportagem. Entre os seis feridos estão duas pessoas apontadas pela polícia como suspeitos.

A megaoperação tem como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes de uma facção criminosa, sendo 30 deles fora do Rio de Janeiro, que estariam escondidos em favelas. A última atualização aponta que 81 pessoas foram presas e 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos foram apreendidos.

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Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e 2,5 mil policiais estão mobilizados na ação para cumprir 100 mandados de prisão.