Sem salários, trabalhadores de obras de creches de Joinville vão à Câmara de Vereadores para cobrar solução

Conforme relatos dos trabalhadores, pagamentos que deveriam ter sido feitos no início de outubro estão atrasados

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Conforme os próprios trabalhadores, são cerca de 100 funcionários com pagamentos atrasados (Foto: Mariana Paz, CBN Joinville)

Trabalhadores da Oracon Obras Ltda se uniram na Câmara de Vereadores (CVJ) para cobrar sobre salários atrasados nas obras dos novos CEIs em construção em Joinville. Em relato ao NSC Total, trabalhadores dizem que o salário, que deveria ter sido pago no início de outubro, ainda não foi feito. A empresa em questão venceu sete licitações em Joinville com valores que, somados, passam de R$ 100 milhões.

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Conforme os próprios trabalhadores, são cerca de 100 funcionários que estão nesta situação. O grupo se reuniu na frente da CVJ e conseguiu uma reunião com o vereador Diego Machado (PSD). Em nota, a Prefeitura de Joinville afirmou que o pagamento para a construtora estão em dia e também afirma que já instalou um processo administrativo, que vai incluir o problema do atraso no pagamento dos salários. O NSC Total tenta contato com a empresa desde o início da apuração por telefone e por meio das redes sociais, mas ainda não obteve retorno.

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Em reunião, os trabalhadores expuseram a situação. “Eles estão atrasados com nós desde o quinto dia útil, e então eles mandaram um ofício que no dia 9 eles [a Oracon] iriam fazer esses pagamentos. Chegou dia 9 eles pagaram uma porcentagem, bem pouquinho, para alguns, não para todos. Depois mandaram outro ofício dizendo que no dia 16. No dia 16, de novo, eles pagam uma ‘micharia’ para alguns. Para um rapaz pagaram só R$ 162. (…) Isso não paga nem uma luz, eles querem ficar pagando pingado”, disse uma trabalhadora.

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A reportagem do NSC Total teve acesso a um destes documentos enviados pela empresa. No texto ela afirma que “houve uma ruptura abrupta com o parceiro financeiro que a empresa mantinha para subsidiar os pagamentos, situação que impactou diretamente o fluxo financeiro e ocasionou o atraso no pagamento dos salários”, escreveu. A empresa ainda afirma que parte dos pagamentos já haviam sido feitos, e o restante seria feito até sexta-feira (16), mas segundo os funcionários, ele ainda estava sem receber ou alguns receberam parcialmente valores.

“Houve uma divergência comercial entre a financeira e a empresa e o dinheiro está em conta e a empresa não consegue mexer, esse ‘imbróglio’ que temos a informação o problema é que toda essa falta de organização por parte da empresa está resultado ao prejuízo aos funcionários”, explicou Diego Machado.

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“Estamos buscando um novo encontro com representantes da prefeitura aqui na Câmara amanhã, com a procuradoria do município e com a secretaria de administração para que eles possam explicar para nós e para os trabalhadores em que pé estão os processos administrativos”, disse.

Empresa tem contratação para construção de sete CEIs na cidade

Ao todo, a Oracon possui sete termos de homologação junto à prefeitura, que antes atendia por nome social de Embracol. As obras são:

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  • CEI Juliano Busarello — Rua Juliano Busarello, bairro Boehmerwald.
  • CEI Ministro Luiz Galotti — Rua Ministro Luiz Galotti, bairro Boa Vista.
  • CEI Minas Gerais — Rua Minas Gerais, bairro Morro do Meio.
  • CEI Heitor Dominoni — Rua Heitor Dominoni, bairro Petrópolis.
  • CEI Senador Rodrigo Lobo — Rua Senador Rodrigo Lobo, nº 1677, bairro Jardim Iririú.
  • CEI Astra Urban — Rua Astra Urban, bairro Jardim Sofia.
  • CEI Estrada Timbé — Estrada Timbé, bairro Jardim Paraíso.

Os valores homologados nas licitações ao todo somam R$ 111.114.015,34. Algumas destas obras já iniciaram, como a do Jardim Iririu, do Boehmerwald e do Morro do Meio.

Em nota, a prefeitura informou que os pagamentos pela execução obra estão sendo realizados por meio de depósito judicial, por orientação da Procuradoria Geral do Município, para garantir a segurança jurídica. “Isso porque houve uma discussão entre a empresa executora das obras e a financiadora contratada pela empresa, não havendo concordância entre elas sobre quem deveria continuar recebendo os pagamentos”, escreveu o Executivo.

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“Eu sou mãe solo, sou o pilar da minha família, eu que trago o sustento pra casa , fiquei sem chão com esse atraso, eu pago aluguel, água, luz, internet e mais mercado, e com esse atraso não pude cumprir com nenhuma dessas contas”, desabafou uma das trabalhadores em relato. Agora, eles cobram para que a Câmara de Vereadores auxiliem na cobrança dos órgãos competentes para que a situação se resolva.

*Em colaboração com Mariana Paz, CBN Joinville