Um servidor público da prefeitura de Araquari, no Norte catarinense, foi preso por suspeita de comercializar substâncias à base de tirzepatida, comercializado no Brasil com o nome de Mounjaro, sem autorização dos órgãos competentes. O município informou que não tinha conhecimento prévio da conduta e já instaurou um processo administrativo para apurar o caso.
A prisão foi feita pela Polícia Militar e ocorreu em um posto de combustível às margens da BR-470, em Rio do Sul. Segundo a corporação, a ação foi motivada por denúncias de que o homem usava redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar e vender os produtos. Os policiais passaram a monitorar o local indicado e abordaram o veículo, que integrava a frota oficial de Araquari.
Entenda o caso:
Na vistoria, os militares encontraram, sobre o banco do passageiro, uma caixa isotérmica com 24 frascos de medicamentos emagrecedores, divididos em cinco caixas, além de quatro recipientes avulsos de marcas diversas. Segundo a PM, todos os produtos têm comercialização e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O homem recebeu voz de prisão no local por fabricar, vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde. Ele e o material apreendido foram levados à Delegacia de Polícia Civil, onde serão realizados os procedimentos cabíveis.
Em nota, a Prefeitura de Araquari confirmou que o homem abordado pela PM é servidor público municipal e que o veículo envolvido na ocorrência integra a frota oficial do município. A administração informou que não tinha conhecimento prévio da conduta relatada e que vai instaurar processo administrativo para apurar os fatos, incluindo as circunstâncias do uso do carro oficial, e responsabilizar o servidor caso seja constatada infração funcional.
*Sob supervisão de Bárbara Siementkowski




