Vape pode deixar de ser vendido no Brasil? Projeto na Câmara mira fabricação, venda e propaganda dos produtos

Câmara dos Deputados avalia projeto para vetar produção de cigarros eletrônicos em território nacional

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Estudos ainda não confirmaram os efeitos a médio e longo prazo do uso de vapes

A Câmara dos Deputados entrou em processo de análise do Projeto de Lei (PL), que proíbe a produção e o comércio nacional de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), como cigarros eletrônicos, vapes e produtos de tabaco aquecido. O texto também impede o uso dos dispositivos em recintos coletivos fechados.

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O PL n° 2005/26, foi apresentado pelo deputado Fábio Teruel (MDB-SP), em abril de 2026 e pretende alterar a Lei nº 9.294, de 1996, que cria restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígenos, e também altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, para proibir a venda dos produtos à menores de 18.

O objetivo é estabelecer medidas de controle, fiscalização e responsabilização relativas aos DEFs, com foco na proteção da saúde pública, especialmente de crianças e adolescentes, e no combate ao mercado ilegal desses produtos.

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Para o deputado Fábio, os cigarros eletrônicos e vapes não são uma opção segura para os usuários:

“Os DEFs apresentam riscos de toxicidade aguda, que podem evoluir rapidamente para quadros graves”, disse.

Decisão e novo regulamento

De acordo com o projeto, ficará proibida a fabricação, a importação, a comercialização, o transporte, o armazenamento e a propaganda dos cigarros eletrônicos e variantes. A responsável pela regulamentação das novas regras será a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta prevê ainda o agravamento de casos e aumento de penalidades para o descumprir das regras. No texto é declarada responsabilidade de plataformas digitais, redes sociais e outros aplicativos para que haja remoção de conteúdos ilícitos ao alcance de menores de idade.

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Por que o tema gera questionamentos na Câmara?

Segundos as informações disponibilizadas pela Câmara dos Deputados, três a cada 10 jovens, entre 13 e 17 anos, utilizam ou já experimentaram vapes e cigarros eletrônicos. Os dados mostram que o percentual de usuários menores de idade, aumentou em quase 13% de 2019 a 2024.

A faixa etária jovem é atraida pelos DEFs, pois apresentam design moderno, aromas variados e a falsa ideia de que seria menos prejudicial do que o cigarro tradicional.

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Entretanto, estudos ainda não confirmaram os efeitos a médio e longo prazo dos dispositivos.

O que se sabe é que os cigarros eletrônicos contem a mesma substância viciante dos cigarros comuns. A nicotina causa dependência, altera o funcionamento do sistema cardiovascular e pode afetar o desenvolvimento cerebral, especialmente em adolescentes.

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De acordo com os dados da Câmara, o uso dos vapes e PODs pode causar:

  • irritação nos olhos e garganta;
  • Dificuldade para respirar;
  • Redução de funcionários do sistema de defesa do organismo contra infecções;
  • Tontura, náusea, vômito, confusão mental, salivação intensa e taquicardia;
  • Câncer de pulmão, boca e garganta;
  • Lesão pulmonar aguda (EVALI).

Proposta ainda não é Lei

O Projeto está sendo analisado pela Câmara dos Deputados e precisa de aprovação das comissões de Indústria, Comércio e Serviços; de Saúde; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Apenas após aceito por todos todas as comissões, o texto será encaminhado para o Plenário e precisará de aprovação da Câmara e do Senado para virar lei.

*Sob Supervisão de Nicoly Souza