A conta da velhice: por que 6 em cada 10 brasileiros correm risco ao confiar apenas no INSS

Pesquisa mostra que 60% dos brasileiros contam só com o INSS na velhice. Veja os impactos desse cenário e alternativas de renda para idosos

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Pesquisa da Anbima aponta recorde de 60% dos trabalhadores dependendo só do INSS na aposentadoria, impulsionados pela falta de sobra no orçamento mensal (Foto: Ilustração, IA)

Dados do relatório Raio X do Investidor Brasileiro, elaborado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), apontam que 60% dos trabalhadores no país pretendem sustentar a velhice apenas com a aposentadoria do INSS. O indicador reflete a dependência do sistema público de previdência social, e atinge o maior patamar de adesão registrado pela série histórica do levantamento.

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Em paralelo, levantamentos da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que cerca de seis em cada dez brasileiros não realizam preparação financeira para a aposentadoria. Entre as justificativas relatadas, a ausência de sobra no orçamento mensal e a oscilação da renda surgem como os principais obstáculos para a criação de reservas independentes.

Envelhecimento acelerado e alto custo de vida em Santa Catarina

O cenário nacional ganha contornos específicos em Santa Catarina. O estado possui uma das maiores expectativas de vida do Brasil e registra ritmo acelerado de envelhecimento populacional. A transição demográfica pressiona os sistemas locais de assistência e eleva a demanda por serviços voltados à terceira idade.

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Ao mesmo tempo, cidades catarinenses figuram entre os metros quadrados e custos de vida mais elevados do país. Com a maior parte das aposentadorias do governo federal equivalendo ao piso do salário mínimo, despesas crescentes com saúde, medicamentos e habitação reduzem o poder de compra e limitam o orçamento dos idosos no estado.

Permanência no mercado e alternativas de renda

Diante dessa limitação orçamentária, pesquisas da Serasa mostram que seis em cada dez aposentados no país continuam trabalhando para complementar o orçamento e cobrir custos fixos da casa. A permanência em atividades formais ou informais é adotada para evitar a perda do padrão de consumo familiar.

Analistas do mercado financeiro indicam que a diminuição da dependência exclusiva do INSS exige o início de aplicações independentes ao longo da vida profissional. Títulos públicos do Tesouro Direto, produtos de renda fixa e fundos de previdência privada surgem como opções para diversificar os rendimentos e garantir maior estabilidade financeira na velhice.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.