A fábrica que tornou cidade de SC referência nacional na produção de perus e gera 5 mil empregos

Unidade herdou o pioneirismo da Sadia na década de 1970, gera 5,5 mil empregos e hoje exporta para três continentes a partir do Oeste catarinense

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Perus em Chapecó

Estratégia iniciada há mais de 50 anos transformou a fábrica da BRF em Chapecó no único polo de processamento da ave em SC (Foto: MBRF, Divulgação)

A cidade de Chapecó, no Oeste catarinense, abriga atualmente a única unidade de Santa Catarina responsável pelo abate de perus. A operação, mantida pela MBRF, tem papel estratégico para a companhia e para a cadeia produtiva do estado, envolvendo milhares de empregos e uma ampla rede de produtores rurais.

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A unidade possui mais de cinco décadas de atuação e está entre as principais operações da empresa no Brasil. Localizada em uma das regiões mais importantes do agronegócio nacional, a planta integra produtores, indústria e logística, fortalecendo a economia regional e ampliando a presença catarinense no mercado internacional.

Segundo o gerente industrial da unidade MBRF em Chapecó, Claudio Jaime, a operação gera mais de 5,5 mil empregos na região e atende tanto o mercado interno quanto as exportações.

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A concentração do abate de perus em Chapecó está diretamente ligada à história da atividade no Brasil. A criação comercial dessas aves teve início na década de 1970 por iniciativa de Atílio Fontana, fundador da Sadia. Na época, a produção estava concentrada na região de Concórdia, onde ficava a matriz da empresa.

Para atender essa cadeia produtiva, a unidade de Chapecó foi construída estrategicamente próxima às áreas produtoras e já projetada para o processamento de perus. A estrutura pioneira tornou-se a primeira planta do país a realizar o abate da ave em escala comercial, consolidando a cidade como referência nacional no segmento.

Além da relevância econômica, a unidade também mantém ações sociais na região por meio do Instituto MBRF. Entre as iniciativas desenvolvidas estão campanhas de doação de sangue, arrecadação de donativos, ações voltadas à higiene bucal e projetos de revitalização de escolas.

Produção começa em fevereiro para atender demanda de Natal

Embora a carne de peru seja consumida durante todo o ano, a procura aumenta significativamente no período das festas de fim de ano. Para atender essa demanda, a produção segue um planejamento específico.

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A linha de perus de corte mantém ritmo constante ao longo dos 12 meses, garantindo abastecimento contínuo para o mercado nacional e internacional. Já os tradicionais perus natalinos começam a ser produzidos em fevereiro, com operações dedicadas até novembro, permitindo que os volumes necessários estejam disponíveis para as celebrações de fim de ano.

Os produtos fazem parte do portfólio natalino da companhia, que mantém forte presença nas ceias dos brasileiros. Em 2025, a estimativa é que mais de 20 milhões de famílias foram impactadas pelos kits natalinos comercializados pela empresa em todo o país.