Bairro de SC tem metro quadrado mais caro que Itapema e Balneário Camboriú e vira área nobre dentro de cidade

Bairro Fazenda, em Itajaí, custa quase 27% a mais que a média imobiliária do município

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Imagem da Versus, empreendimento recém-lançado pela CK no bairro Fazenda (Foto: Divulgação)

Um bairro de Itajaí alcançou R$ 16.934 por metro quadrado em 2026 e passou a custar quase 27% mais que a média imobiliária da própria cidade, que foi de R$ 13.354/m² em agosto, segundo o índice FipeZap. Isso significa que o valor supera também o das duas cidades com o metro quadrado mais caro de Santa Catarina: Itapema, com R$ 15.403/m², e Balneário Camboriú, com R$ 15.343/m².

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O dado é da Brain Inteligência Estratégica e mostra que o bairro Fazenda segue uma trajetória consistente de valorização imobiliária nos últimos seis anos. A região acumula uma expansão de preço de mais de 80% desde 2020, quando o metro quadrado médio era de R$ 9.271/m².

Alguns fatores ajudam a explicar a alta significativa, conforme Charles Kan, especialista em mercado imobiliário e CEO da Construtora CK, que atua há 15 anos na região. Entre eles: localização próxima ao Centro, acesso à avenida Beira-Rio e conexão com praias, bem como a ampla oferta de comércios, gastronomia, escolas e serviços.

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Além disso, a combinação entre infraestrutura consolidada e novos investimentos públicos e privados ajudou a transformar o bairro em uma das áreas mais procuradas por moradores e investidores que buscam praticidade e qualidade de vida.

O movimento faz parte de um ciclo mais amplo de valorização imobiliária de Itajaí, que tem apresentado desempenho superior ao de cidades vizinhas do Litoral Catarinense. Conforme o último relatório do FipeZap, o município registrou alta de 4,92% no valor médio dos imóveis residenciais nos últimos 12 meses, desempenho 74% superior ao da vizinha Balneário Camboriú (2,82%) e ligeiramente acima de Itapema (4,85%).

“Itajaí passou por uma transformação nos últimos anos. A força da economia, a geração de empregos, os investimentos em infraestrutura e a qualidade de vida fizeram com que a cidade ganhasse protagonismo no mercado imobiliário. Ao mesmo tempo, percebemos que os compradores estão cada vez mais atentos à localização e à praticidade no dia a dia”, afirma Kan.

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