A petroquímica Braskem, uma das maiores produtoras de resinas termoplásticas como polietileno, polipropileno e PVC das Américas, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial na madrugada desta segunda-feira (24) para renegociar mais de 10 bilhões de dólares em dívidas, o que equivale a mais de R$ 50 bilhões, com credores.
A recuperação extrajudicial é utilizada para renegociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial tradicional, com homologação posterior feita pela Justiça. No caso da Braskem, o pedido foi protocolado nesta segunda pois nesta data vence o prazo de 60 dias de proteção contra cobranças e execuções de credores, conforme o g1. Agora, o prazo se estende por mais 90 dias para a empresa controlada pelo IG4 e Petrobras.
O anúncio do pedido de recuperação extrajudicial foi noticiado inicialmente pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo. Segundo ele, os maiores credores são os detentores de títulos de dívida emitidos pela empresa no exterior, chamados de bondholders, e os bancos Banco do Brasil e BNDES, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.
O pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo depois que pelo menos 33% dos credores aderiram ao protocolo.
Desastre ambiental pressionou caixa da Braskem
Um dos pontos que pode ter influenciado nas dívidas da Braskem foi o custo relacionado ao desastre ambiental em Alagoas. Lá, a exploração de minas de sal fez com que o solo de bairros de Maceió afundasse, o que levou milhares de famílias a abandonarem suas casas.
Veja antes e depois de bairros que tiveram afundamento em Maceió
Subsidiária mexicana
Ao mesmo tempo, a Braskem também tenta reestruturar a dívida de cerca de 2 bilhões de dólares da subsidiária no México, a Braskem Idesa. A empresa que realizar um pedido de Chapter 11, considerado um mecanismo de pedido de recuperação judicial dos Estados Unidos, que permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas.


















