Capital Nacional da Cerveja desbanca Balneário Camboriú em valorização de imóveis em SC

Blumenau foi a cidade catarinense que teve o maior "boom" nos preços dos imóveis nos últimos meses, mostra o Índice FipeZap de agosto

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Blumenau foi a cidade catarinense que teve a maior valorização imobiliária no último ano. (Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo NSC)

Blumenau, a Capital Nacional da Cerveja, desbancou todas as cidades monitoradas pelo Índice FipeZap de Venda Residencial, incluindo Balneário Camboriú e a Capital de Santa Catarina, e somou a maior valorização imobiliária dos últimos 12 meses no Estado. Conforme o levantamento, a variação anual de Blumenau ficou em +9,60%, à frente dos 8,20% de Florianópolis e 6,79% de Joinville.

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O Índice FipeZAP acompanha a variação dos preços de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet. O documento de agosto mostra que Blumenau foi a cidade catarinense que teve a maior valorização imobiliária no último ano. O preço do metro quadrado está, em média, nos R$ 8.177.

Além disso, Santa Catarina manteve quatro das cinco cidades com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil: Itapema, com R$ 15.403/m²; Balneário Camboriú, com R$ 15.343/m²; Florianópolis, com R$ 13.531/m²; e Itajaí, com R$ 13.354/m². A liderança nacional ficou com Vitória, no Espírito Santo, que chegou a R$ 15.650/m².

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Os porquês dos nomes dos bairros de Blumenau

Na análise do especialista em mercado imobiliário Bruno Cassola, o movimento representa uma maturidade dos preços em cidades que já operam entre os maiores patamares do país. Os percentuais de agosto comprovam o ritmo mais moderado do mercado catarinense.

Itapema ficou praticamente estável, com variação de -0,002%, enquanto Balneário Camboriú avançou 0,31%, Itajaí subiu 0,40% e Florianópolis teve alta de 0,52%. Já o índice geral acumula valorização de 5,49%, acima do IPCA do período, de 4,14%, o que reforça a capacidade dos imóveis de preservar valor mesmo em um cenário de juros elevados.

Para Cassola, o levantamento de agosto mostra dois movimentos distintos no mercado nacional:

“Algumas cidades ainda estão em fase de aceleração percentual, enquanto o litoral de Santa Catarina já opera em um patamar muito elevado de preço, liquidez e consolidação. A análise não deve olhar apenas quem valoriza mais em 12 meses, mas quais mercados conseguem preservar patrimônio, manter demanda e sustentar valor ao longo dos ciclos econômicos”, conclui.