Casas Bahia deve mais de R$ 800 milhões à dona da Brastemp e Consul, que opera fábrica em Joinville

Empresa do varejo protocolou pedido de recuperação judicial no último domingo (16) e listou dívidas que ultrapassam R$ 17 bilhões

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Casa Bahia deve para a empresa que possui a maior fábrica da companhia em Joinville (Foto: Reprodução e Mariana Costa, NSC Total)

Um dos principais credores da Casas Bahia, que entrou com um pedido de recuperação judicial no último domingo (16), é a Whirlpool, dona da Brastemp e Consul que tem a sua maior fábrica localizada em Joinville, no Norte de SC. A varejista deve pouco mais de R$ 800 mil à multinacional.

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Ao todo, a Casas Bahia possui uma dívida de cerca de R$ 17,3 bilhões. É o que diz o documento da recuperação judicial acessado pela Folha de São Paulo. O principal credor da empresa é o Banco Digio, do Grupo Bradesco, para quem a Casas Bahia deve R$ 3,28 bilhões. Enquanto isso, a Whirlpool ocupa o 11º lugar no ranking dos maiores credores da varejista, conforme a Folha.

Entre os principais credores da empresa são instituições financeiras como bancos e, também, fornecedores e fabricantes de produtos como a própria Whirlpool, a LG, Electrolux, LG e a Samsung, que lidera o ranking de devedores nesta categoria.

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Veja fotos da Casas Bahia

Veja lista dos principais credores da Casas Bahia, que inclui a dona da Brastemp e Cônsul

  • Banco Digio S.A. – R$ 3.277.992.595
  • Banco do Brasil S.A. – R$ 2.990.270.072
  • Zurich Minas Brasil Seguros S.A. – R$ 1.977.313.799
  • Banco Bradesco S.A. – R$ 1.504.226.797
  • IBCB-AF01 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios – R$ 1.085.199.837
  • ICMS – R$ 1.049.858.144
  • Samsung Eletrônica da Amazônia Ltda. – R$ 937.614.841
  • Intra S.A. – R$ 928.064.945
  • Parcelamentos estaduais – R$ 880.192.207
  • Riza Agronegócio Gestora de Recursos Ltda.- R$ 803.805.363
  • Whirlpool S.A.R$ 800.949.800
  • Redasset Gestão de Recursos Ltda. – R$ 708.039.413
  • Electrolux do Brasil S/A – R$ 700.087.863
  • LG Eletronics do Brasil LTDA – R$ 623.723.530
  • Motorola Mobility Comércio de Produtos Eletrônicos – R$ 619.003.677

Veja fotos da fábrica da Whirlpool em Joinville

O que diz a Casas Bahia sobre a recuperação judicial

O pedido de recuperação judicial foi ajuizado em um contexto de deterioração das condições econômicas e financeiras enfrentadas pela companhia, informou a Casas Bahia em comunicado. “[A empresa] foi impactada, dentre outros fatores, pelo ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro aliados à não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas pela companhia”, diz.

Ainda, informou que no cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial se mostra necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da empresa, que busca preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações

Também cita que, durante o curso do processo de recuperação, a companhia pretende manter suas operações em todos os seus canais existentes, priorizando o atendimento a seus clientes e consumidores, sem interrupções relevantes, e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes. 

“Com a readequação de sua estrutura operacional, centralizada em operações mais rentáveis e com maiores margens de contribuição, aliada ao reperfilamento e alongamento de suas dívidas financeiras e operacionais a Companhia buscará, por meio do processo de reestruturação organizado, uma solução definitiva para as questões envolvendo sua estrutura de capital. A companhia manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados ao assunto”, finaliza.

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O que diz juiz no processo

Entre as principais decisões do processo, até o momento, está a obrigatoriedade da empresa manter as entregas de mercadorias já adquiridas e em trânsito, nos prazos e condições originalmente contratados e mantida a prestação dos contratos essenciais já identificados na inicial como fornecimento de energia elétrica, água, serviços de tecnologia e infraestrutura digital, segurança e locação dos imóveis operacionais. Também foi nomeada a realização desse trabalho técnico preliminar pela ACFB Administração Judicial Ltda.