Longe dos arranha-céus que marcam a paisagem da região, a cidade de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, vem conquistando os holofotes e se tornando uma verdadeira joia do mercado imobiliário. Entre janeiro e agosto de 2026, o município movimentou R$ 3,11 bilhões em vendas de imóveis, um crescimento de 209,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados são da plataforma imobiliária DWV, que acompanha as transações do setor. O desempenho colocou Itajaí na liderança entre as cidades do litoral catarinense em volume de vendas no período.
Além do volume de negócios, o preço dos imóveis também registra alta na cidade. Segundo o Índice FipeZAP de setembro de 2026, o valor médio anunciado do metro quadrado residencial em Itajaí chegou a R$ 13.453, com valorização acumulada de 5,25% em 12 meses.
O índice coloca o município na quinta posição entre as cidades brasileiras monitoradas, atrás de Balneário Camboriú e Itapema, que também estão entre os mercados imobiliários mais valorizados do país.
Bairros de Itajaí atraem diferentes perfis de compradores
Na avaliação do corretor imobiliário Bruno Cassola, que atua há quase 20 anos no mercado do Sul do Brasil, a combinação entre força econômica, infraestrutura, localização estratégica e qualidade de vida ajuda a explicar o interesse crescente por Itajaí.
A Praia Brava se destaca pela concentração de empreendimentos de alto padrão e pela procura de compradores de outras regiões. Já bairros como Fazenda e Centro também atraem investimentos, com projetos voltados a diferentes perfis de compradores, incluindo pessoas em busca do primeiro imóvel.
“Itajaí é uma cidade em transformação, com um ciclo de desenvolvimento que ainda tem muito espaço para avançar. Esse movimento deve refletir em novas valorizações imobiliárias, porque estamos falando de um município que reúne fundamentos sólidos para crescimento no longo prazo. Isso atrai tanto quem busca morar quanto quem quer investir”, explica.
Embora Balneário Camboriú tenha se consolidado historicamente como um dos principais polos imobiliários de alto padrão do país, Itajaí vem desenvolvendo uma dinâmica própria, impulsionada pela diversidade econômica e pela demanda por moradia.
O avanço nas vendas e a valorização dos imóveis reforçam o protagonismo de Itajaí no mercado imobiliário catarinense, que combina o interesse de investidores com a procura de quem deseja morar na cidade
Economia robusta e oferta limitada impulsionam o mercado
Além do desempenho nas vendas, a força econômica de Itajaí ajuda a explicar o protagonismo da cidade no setor imobiliário. Com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 48,2 bilhões, o município tem a segunda maior economia de Santa Catarina e a quarta da região Sul.
Outro fator que chama a atenção é a oferta de imóveis disponíveis. Em julho de 2026, Itajaí contava com 3.219 unidades em estoque, enquanto Itapema registrava 6.515 imóveis e Porto Belo, 11.331, segundo levantamento da DWV.
“Itajaí vive um momento muito interessante porque combina um volume elevado de vendas com uma oferta ainda limitada de imóveis. Quando analisamos essa relação entre demanda e estoque, percebemos uma capacidade de absorção muito forte do mercado, com liquidez e procura consistente”, afirma o corretor de imóveis e especialista Bruno Cassola.
Segundo o especialista, o déficit habitacional superior a 15 mil moradias, conforme dados da Prefeitura, também contribui para manter a procura aquecida. “Soma-se a isso um déficit habitacional superior a 15 mil moradias, segundo dados da Prefeitura, o que mantém aquecida a procura por imóveis e ressalta o quão promissora é essa região para investimentos”, conclui.







