Empresário entre as 10 pessoas mais ricas do Brasil, Ricardo Faria nunca teve uma carteira de trabalho. Decidiu empreender cedo, buscou liberdade, virou empresário e hoje acumula um patrimônio de R$ 35,1 bilhões, segundo a revista Forbes.
Começou vendendo picolé na praia. Nascido no Rio de Janeiro, a família Faria veio para Santa Catarina quando Ricardo ainda era criança. A venda de picolé na infância acontecia sob os panos, sem que ele tivesse pedido autorização dos pais. Mas viu ali uma fagulha empreendedora que o acompanharia pelos anos seguintes.
“Eu ganhava cerca de um salário mínimo por final de semana. Aí pensei: não preciso trabalhar para ninguém. Vou trabalhar para mim. Não tenho carteira de trabalho até hoje”, contou em entrevista à colunista Estela Benetti, do NSC Total, em 2023.
É que viu, desde cedo, o espírito empreendedor. O pai era médico, mas na época que Ricardo estava na faculdade — cursando Agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — o pai tinha aberto uma confecção. Ainda estudando, Ricardo assumiu a gestão da empresa, acelerou o crescimento dela e montou uma confecção de uniformes empresariais.
Depois, com o fim da graduação, decidiu locar e lavar os uniformes que antes confeccionava e vendia. A Lavebras foi o primeiro empreendimento de Faria, com a primeira unidade em Capinzal, Oeste catarinense. A segunda foi no RS, e o negócio foi crescendo. A empresa chegou a 70 unidades, e em 2017 foi vendida para a frances Elis, por R$ 1,3 bilhão segundo informações da época.
Na época de Lavebras, Ricardo atendia clientes do agro. Em 2007, o agrônomo decidiu abrir uma granja de ovos férteis em Nova Mutum, no Mato Grosso, para atender a Perdigão. Mais tarde, em 2013, comprou a Avícola Catarinense em Lauro Müller e transferiu a sede jurídica da Granja Faria para o município, onde está até hoje.
A operação foi crescendo até chegar à venda de ovos para o consumidor final, como é hoje. Depois, fundou a Global Eggs e expandiu as operações para os Estados Unidos e Espanha.
A rotina de um bilionário
Na conversa com a colunista da NSC, Ricardo Faria abriu um pouco a agenda e revelou parte da rotina: acorda Às 4h, vai à academia, e depois vai trabalhar. Hoje ele vive em São Paulo, onde está a sede administrativa da empresa que comanda.
A jornada vai até perto das 20h. Para acordar cedo, também precisa dormir cedo. Nas horas livres, pratica tênis e beach tennis, junto com os filhos.








