A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% entre junho e agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (29). Ao todo, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desocupadas no período. O índice é o menor já registrado para o trimestre desde o início da série histórica, em 2012.
Em comparação ao trimestre anterior, a queda foi de 0,3%. A população ocupada também atingiu recorde no período, chegando a 103,5 milhões de pessoas. O IBGE mostrou que o crescimento recente da ocupação ficou concentrado em setores específicos, como construção e indústria, enquanto os demais ficaram estáveis.
Ao mesmo tempo, dados do Banco Central (BC) mostram que a taxa média de inadimplência nas operações de crédito subiu para 5% em agosto. É o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011. O cenário aponta para um mercado de trabalho que sustenta a renda e o consumo, mas a manutenção das taxas de juros elevadas desencadeia o aumento da inadimplência.
Número de empregados no setor privado é o maior já registrado
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, foi de 39,5 milhões, o maior contingente da série. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
Houve estabilidade no número de trabalhadores por conta própria, que ficou em 26,1 milhões. Já o número de trabalhadores domésticos ficou estável em 5,5 milhões.
A taxa de informalidade foi de 37,5% entre a população ocupada, representando 38,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a informalidade era de 37,3%, cerca de 38,3 milhões de pessoas, de acordo com o IBGE.
A força de trabalho, que representa a soma das pessoas ocupadas e desocupadas, foi estimada em 109,3 milhões de pessoas, a maior da série, com alta de 0,5% quando comparada com o trimestre de março a maio. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 0,7%.




