Após quase três anos morando na rua e encontrando em São Paulo, Sérgio Brito conseguiu mudar de vida em Araxá, no interior de Minas Gerais. Lá, criou um aplicativo de transporte que funciona em seis cidades e alcançou um faturamento de R$ 120 mil por mês, que representa até R$ 1,4 milhão por ano.
A plataforma foi lançada em 2022 e é formada por uma frota de 170 veículos. A mudança de vida do empreendedor começou por meio de um concurso de modelos em Franca (SP).
Ele ficou em 2º lugar e ganhou um curso de gastronomia, o que fez com que trabalhasse por sete anos em um hotel de Araxá. Durante a pandemia de Covid-19, no entanto, Sérgio acabou perdendo o emprego e virou motorista de aplicativo.
Contudo, não demorou muito para o empresário ter a ideia de criar a própria plataforma de transportes. Com o objetivo traçado, estudou tudo o que podia sobre tecnologia para desenvolver o aplicativo.
Ex-morador de rua lançou plataforma de transporte de aplicativo
O investimento inicial foi de R$ 35 mil. Para levantar o valor, Sérgio passou oito meses rodando 12 horas por dia. O sucesso do aplicativo pode ser explicado pelas vantagens oferecidas aos motoristas parceiros.
Na plataforma, eles recebem aulas de inglês, cartão de saúde, desconto ao abastecer o carro de apoio em caso de acidentes ou pneu furado. O último benefício é acionado pelo próprio motorista, através de uma central.
“Ele [o motorista] vai ligar para a central e a central vai mandar um carro de apoio (…) É por isso que hoje existem mil e cem motoristas na fila de espera”, explica Sérgio.
A taxa da plataforma também é menor: a cobrança é fixa de 15% do valor das corridas, enquanto em outros aplicativos costuma ser de até 40%. Segundo o dono do negócio, mais de 1.100 mil motoristas estão na fila de espera para utilizar o aplicativo.
Além de Araxá, o aplicativo está disponível nas cidades de Sacramento, Ibiá, Monte Carmelo, Catalão e Patos de Minas, segundo informações do g1.
Reencontro com a família
No interior de São Paulo, ele encontrou condições de trabalho precárias e decidiu deixar o local em que trabalhava no campo.
Eu passei quase três anos morando na rua.
Apesar disso, Sérgio só retornou para a casa após ser encontrado pela família dele. “Eu queria voltar como vencedor”, diz.




