Em meio à falência, unidade da Oi em SC vira cenário de abandono com orelhão jogado e mato alto

Operadora reconheceu situação do imóvel e anunciou providência

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falência oi tem imóvel em são francisco do sul

Companhia de telecomunicações é dona do imóvel (Foto: São Chico Online, Reprodução)

Em meio ao processo de falência, uma unidade da Oi em São Francisco do Sul, no Litoral Norte catarinense, vive um cenário de abandono. Imagens feitas por moradores mostram o local com mato alto, orelhão jogado e partes internas da edificação danificadas. Nesta quinta-feira (27), a operadora reconheceu a situação e anunciou medida de providência.

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O imóvel fica localizado na Rua Fernandes Dias, 117, no Centro Histórico de São Francisco do Sul. Quem passa pelo endereço percebe o espaço deteriorado, com o logotipo da Oi desgastado na fachada.

Confira fotos da unidade da Oi abandonada em São Francisco do Sul

Operadora vai limpar o local

Após receber a denúncia, o NSC Total entrou em contato com Adriano Pinto Machado, um dos observadores judiciais contratados após a decretação de falência da companhia. O advogado informou que entrou em contato com a Oi, que reconheceu a existência da unidade.

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“O imóvel é nosso e até o dia 5 ele estará capinado”, confirmou o escritório de advocacia, que teve acesso a listagem completa de todas as unidades da empresa falida no Brasil.

Nas redes sociais, as imagens que mostram a situação de abandono ganharam repercussão nas redes sociais. “Água parada! Logo chega o verão e a dengue também!”, alertou um morador da cidade.

Assista ao vídeo completo que mostra a unidade deteriorada pelo tempo

Operadora teve falência oficialmente decretada

A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou na tarde de terça-feira (25) a falência da Oi, gigante brasileira de telecomunicações.

A decretação de quebra já havia sido determinada em novembro do ano passado, mas a decisão estava suspensa para análise de dois agravos de instrumento apresentados pelos bancos Itaú e Bradesco. O Tribunal, no entanto, negou os dois recursos, mantendo a decisão que havia convertido a recuperação judicial em falência.

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Em uma das decisões, a desembargadora relatora do caso, Monica Maria Costa, observa que as medidas de reestruturação propostas pela Oi não foram suficientes para gerar fluxo de caixa para evitar a insolvência.

O despacho cita ainda um “sistêmico comprometimento” da estrutura financeira da companhia, com registro de patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 22 bilhões decorrentes de prejuízos sucessivos. 

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A Oi chegou a pedir recuperação judicial duas vezes: na primeira, em 2016, informou dívidas de R$ 65 bilhões. Já em março de 2023, declarou novo passivo de R$ 43,7 bilhões.

Apesar da nova decretação de falência, o Tribunal destacou a “imperiosa necessidade de continuidade de prestação dos serviços essenciais” oferecidos pela Oi. Com isso, há a expectativa de que, aos poucos, os clientes sejam absorvidos por outras empresas de telecomunicações.

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Em nota publicada ainda na terça, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) disse que a prioridade é a continuidade dos serviços prestados à população e que vai atuar em cooperação com a administração judicial e a Justiça para assegurar uma transição ordenada e sem descontinuidade desses serviços.

*Sob supervisão de Leandro Ferreira