Empresa brasileira que nasceu tratando metais virou gigante das embalagens, exporta para 18 países e prepara nova virada

Fundada em 1991, a Galvanotek mudou de segmento em 1997, construiu portfólio com mais de 600 produtos e prepara uma nova expansão para 2027

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Galvanotek produz embalagens plásticas para bolos, tortas, doces, salgados, carnes e sushis, atendendo padarias, confeitarias, supermercados e serviços de delivery (Foto: Galvanotek, Divulgação)

Antes de se tornar uma gigante das embalagens, com produtos vendidos no Brasil e em outros 18 países, a Galvanotek começou em um ramo completamente diferente. Fundada em 1991 por Manoel Bragagnolo e pelo filho, Alexandre, na cidade de Carlos Barbosa (RS) a empresa nasceu trabalhando com galvanoplastia, processo de tratamento de superfícies metálicas, e só em 1997 entrou no mercado que transformaria o negócio.

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Atualmente, a companhia produz mais de 6 mil toneladas de peças por mês, possui mais de 600 produtos no portfólio e atende mercados como confeitarias, padarias, supermercados, rotisserias e serviços de delivery, segundo informações da Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN).

Para 2027, a Galvanotek prepara uma nova mudança de rumo. A empresa está investindo R$ 65 milhões em uma fábrica de papelão ondulado, na cidade de em Barão (RS), com capacidade para produzir até 250 caixas por minuto.

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Como será a fábrica de R$ 65 milhões

A nova unidade será dedicada à produção de embalagens de papelão ondulado. Entre os produtos previstos estão:

  • Caixas de pizza;
  • Embalagens para delivery;
  • Caixas para sanduíches;
  • Bandejas de papel;
  • Caixas convencionais de papelão.

Segundo a Exame, a estrutura terá uma onduladeira capaz de operar a até 300 metros por minuto. O equipamento transforma bobinas de papel em chapas de papelão ondulado, que depois passam pela impressão e pelo corte.

Duas impressoras industriais vão completar a linha, cuja capacidade será de até 250 caixas por minuto. Após o início dos testes, os equipamentos passarão por ajustes e validação antes do avanço da produção em escala.

A proposta é realizar mais etapas dentro da própria empresa, desde a transformação das bobinas até a embalagem final.

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“Quando você tem controle sobre mais etapas da produção, você tem mais autonomia para inovar, mais agilidade para atender o cliente e mais capacidade de garantir qualidade do começo ao fim”, disse Jeancarlo Piccinini, coordenador de vendas da Galvanotek, à Exame.

Empresa começou com tratamento de metais

A história da Galvanotek começou em 1991, quando Manoel Bragagnolo fundou o negócio com o filho, Alexandre, após se aposentar da Tramontina, onde era diretor, conforme a PEGN.

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Inicialmente, a empresa trabalhava com galvanoplastia, processo de tratamento de superfícies metálicas. A entrada no mercado de embalagens plásticas ocorreu em 1997, diante do crescimento da demanda por esse material.

A companhia passou a fabricar embalagens moldadas a partir do aquecimento de chapas de plástico, destinadas principalmente ao setor de alimentos. Hoje, atende segmentos como confeitarias, padarias, supermercados, rotisserias e serviços de entrega.

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Nova frente amplia atuação no setor de alimentos

Com a fábrica de papelão, a Galvanotek vai combinar a atuação no novo segmento com a produção de embalagens plásticas. A estratégia é ampliar a oferta aos clientes e assumir mais etapas da cadeia produtiva.

A expansão ocorre enquanto a companhia também desenvolve novos formatos de embalagens. Conforme a PEGN, mudanças nos hábitos de consumo, como a procura por porções individuais, alimentação saudável e entregas, orientam a criação dos produtos.

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“Sem estudar como o consumidor se comporta não há inovação”, afirmou Paula Bragagnolo, analista de pesquisa e desenvolvimento e neta do fundador, à PEGN.

Entre as soluções desenvolvidas estão embalagens com tecnologia antivapor, que permite visualizar alimentos quentes sem o embaçamento da tampa, e modelos que podem ser levados do freezer diretamente ao forno.