Empresa começa com 100 mil, apostas em queijo e iogurte veganos e atinge faturamento de milhões

Marca mineira começou com dois sócios e R$ 100 mil e hoje tem 70 produtos no portfólio

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Vida Veg nasceu em 2016 e hoje conta com um portfólio de 70 produtos plant-based (Foto: Vida Veg)

Uma viagem internacional, uma oportunidade ainda pouco explorada no Brasil e um investimento inicial de R$ 100 mil deram origem a uma empresa que hoje movimenta milhões de reais.

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A Vida Veg nasceu em 2016, em Lavras, no sul de Minas Gerais, apostando em um mercado de alimentos plant-based, que ainda começava a ganhar espaço entre os consumidores brasileiros.

Dez anos depois, a empresa tem um portfólio com 70 produtos, está presente em cerca de 6 mil pontos de venda e registrou faturamento de R$ 100 milhões em 2025. O próximo objetivo dos fundadores é ainda mais ambicioso: ampliar a distribuição pelo país e superar a marca de R$ 300 milhões de faturamento anual.

Como começou a Vida Veg

A ideia surgiu a partir da experiência de Álvaro Gazolla no setor de alimentos. Antes de criar a Vida Veg, o engenheiro de alimentos foi sócio da Verde Campo, marca de laticínios saudáveis vendida à Coca-Cola em 2016.

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Na empresa, Gazolla participou do desenvolvimento de produtos que ainda eram novidades para muitos consumidores, como iogurtes sem lactose e versões com maior quantidade de proteínas.

Essa experiência ajudou o empreendedor a perceber o potencial de novas tecnologias e ingredientes no setor alimentício. A oportunidade ficou ainda mais clara durante uma viagem à Alemanha, quando Gazolla encontrou um iogurte produzido à base de coco.

Naquele momento, o produto ainda não era encontrado com facilidade no mercado brasileiro. Foi então que ele decidiu criar a empresa ao lado do sócio Anderson Rodrigues. Cada um investiu R$ 50 mil para colocar o projeto em funcionamento.

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O primeiro desafio foi criar o iogurte

O começo da operação aconteceu em uma fábrica que estava parada e precisou ser reformada pelos empreendedores. A equipe iniciou uma série de testes para desenvolver o primeiro produto da marca, utilizando o coco como principal matéria-prima.

O processo, porém, apresentou um obstáculo importante: a cadeia de fornecedores. Segundo Gazolla, a instabilidade no fornecimento dificultava a manutenção de um padrão constante de qualidade.

Depois de diversas tentativas, a equipe conseguiu chegar a uma fórmula padronizada para o produto. Mas ainda havia outra questão: convencer os consumidores a comprar.

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Fundadores foram para os supermercados

O relacionamento anterior de Gazolla com o varejo ajudou a abrir espaço para que os primeiros produtos chegassem às gôndolas. A permanência, entretanto, dependeria da aceitação dos consumidores.

Para entender esse comportamento, os próprios fundadores passaram a participar de degustações em supermercados.

A estratégia permitia observar de perto as reações dos clientes e descobrir o que fazia alguém experimentar ou rejeitar um produto.

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Os comentários eram levados de volta para a fábrica e utilizados para realizar novos ajustes nas receitas. Esse processo de testar, ouvir e modificar os produtos se tornou parte importante do desenvolvimento da empresa.

Fábrica passou a produzir até 1 mil toneladas por mês

Em 2022, uma nova rodada de investimentos financiou a construção da fábrica atual da Vida Veg. A estrutura tem capacidade para produzir até 1 mil toneladas de alimentos por mês.

Com maior capacidade industrial, a empresa também passou a diversificar suas categorias.

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Entre os movimentos realizados está a aquisição da Plant Choice, marca especializada em embutidos feitos com ingredientes 100% vegetais.

A companhia também ampliou sua atuação para produtos como patês, musses proteicos e bebidas produzidas à base de aveia.