Empresa do mercado de previsões criada por ex-aluna de Joinville passa a valer US$ 40 bilhões nos EUA

Plataforma criada em 2018 começou com mercados de previsão e agora busca espaço entre as grandes empresas do setor financeiro

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Luana Lopes Lara e Tarek Mansour são os fundadores da Kalshi que acaba de ser avaliada em US$ 40 bilhões (Foto: Kalshi, divulgação)

Uma empresa fundada por dois ex-alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e que tem uma brasileira entre suas criadoras, acaba de alcançar uma avaliação de US$ 40 bilhões. A Kalshi anunciou, na última quinta-feira (29), a captação de US$ 1 bilhão em uma nova rodada de investimentos, enquanto amplia sua atuação para além dos mercados de previsão. As informações são da agência Reuters. 

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Fundada em 2018, a empresa surgiu de uma ideia dos então estudantes Tarek Mansour e Luana Lopes Lara. Os dois se conheceram durante os estudos no MIT, e posteriormente, trabalharam no mercado financeiro, em instituições como Goldman Sachs, Citadek e Bridgewater. 

A proposta era criar uma plataforma que permitisse às pessoas negociar contratos relacionados aos resultados de acontecimentos do mundo real. A empresa recebeu apoio inicial da Y Combinator, uma das principais aceleradoras de startups do Vale do Silício. 

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Luana Lopes Lara, uma das fundadoras, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Antes de seguir carreira no setor financeiro e tecnológico, ela estudou balé na Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville, Santa Catarina. 

Como funciona a Kalshi

A Kalshi atua no chamado mercado de previsão, um modelo em que usuários negociam contratos vinculados à possibilidade de determinados acontecimentos ocorrerem ou não. 

Na prática, é possível encontrar contratos relacionados a eleições, resultados esportivos, indicadores econômicos e outros eventos. Os preços negociados refletem as expectativas dos participantes sobre os resultados. 

A empresa se apresenta como uma bolsa de negociação regulamentada nos Estados Unidos, supervisionada pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), órgão de mercados de derivativos do país. 

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Como a empresa chegou a US$ 40 bilhões

Segundo a Reuters, a avaliação de US$ 40 bilhões foi estabelecida durante uma nova rodada privada de investimentos, na qual a Kalshi captou US$ 1 bilhão. A negociação foi liderada pelas gestoras Sequoia Capital e Wellington Management, com participação de Tiger Global Management e Dragoneer Investment Group. 

O valor representa a estimativa atribuída à empresa pelos investidores envolvidos na rodada, considerando seu potencial de crescimento e expansão. Não se trata, portanto, de uma avaliação realizada por um órgão independente ou de um valor obtido com a venda da companhia. 

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Pouco mais de 5 meses antes, em outra rodada de investimentos de US$ 1 bilhão, a Kalshi havia sido avaliada em US$ 22 bilhões. Com a nova negociação, o valor atribuído à empresa aumentou aproximadamente 82%.

Expansão para outros mercados 

A captação ocorre em meio a uma mudança na estratégia da companhia. De acordo com a Reuters, além dos contratos relacionados a acontecimentos, a Kalshi passou a oferecer contratos futuros perpétuos de criptomoedas e ampliou os produtos para índices de ações e metais. 

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Os contratos futuros perpétuos não possuem data de vencimento e permitem que os investidores mantenham posições por tempo indeterminado. Alguns também envolvem alavancagem, o que pode ampliar tanto os ganhos quanto as perdas. 

Com a expansão, a empresa pretende se transformar em uma plataforma de negociação de múltiplos ativos e disputar espaço com grandes nomes do mercado financeiro, como o CME Group e a Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Valores de Nova York.