A calçadista Dilly Sports vai abrir uma nova fábrica de calçados na cidade de Pentecoste, no interior do Ceará, a cerca de 90 quilômetros de Fortaleza. A empresa gaúcha, que fabrica calçados para marcas como Lacoste e Puma, vai ocupar um galpão onde funcionava a VS Sport.
A chegada da companhia pode reabsorver mais de 800 trabalhadores que perderam os empregos após o fechamento de indústrias calçadistas no município, segundo o prefeito de Pentecoste, Vicente do Zuza (PSB). A estrutura escolhida pela Dilly tem capacidade para comportar até 2 mil funcionários.
“Lá eles vão ter um local grande, que pode comportar até dois mil funcionários. E ainda podem assumir mais espaços (galpões), na medida que forem crescendo”, afirmou o prefeito ao Diário do Nordeste.
O espaço que receberá a nova operação já abrigou também uma unidade da Paquetá Calçados, que encerrou as atividades no município em 2024. Posteriormente, a estrutura foi assumida pelo empresário Alexandre Becker.

Dilly já tem operações no Ceará
A nova fábrica não será a primeira operação da empresa no Ceará. A Dilly está presente no Estado desde 2014, quando iniciou atividades em Brejo Santo, na região do Cariri. A outra fábrica da companhia fica em Crissiumal (RS).
Segundo informações divulgadas pela companhia, a Dilly possui em seu portfólio as marcas Mormaii, West Coast e Öus. A empresa também trabalha no modelo private label, no qual produz calçados para outras marcas:
- Puma
- Oakley
- Skechers
- Lacoste
- Asics
- Kappa
- Reebok
- Calvin Klein
Veja imagens da empresa Dilly Sports
Município perdeu centenas de empregos
A chegada da Dilly ocorre após uma sequência de fechamentos no setor calçadista de Pentecoste. Entre junho e julho deste ano, encerraram as atividades empresas ligadas a Becker, entre elas VS Sport, Valenti Calçados, Serrota Calçados, Pentecoste Calçados e WS Calçados.
O processo resultou no desligamento de mais de 800 trabalhadores, segundo o Diário do Nordeste. Antes disso, o município já vinha registrando redução dos postos de trabalho no setor desde 2024.
Além do galpão que será ocupado pela Dilly, outros quatro espaços industriais estão em negociação para receber empresas de diferentes setores, segundo a prefeitura.





