Um imóvel rural de 267,7 mil metros quadrados (equivalente a cerca de 26,8 hectares) pertencente à falida Pomi Frutas, será levado a leilão a partir desta quinta-feira (7). A propriedade localizada em Fraiburgo (SC), na Fazenda Bom Futuro, está avaliada em 3,4 milhões de reais. O certame será realizado exclusivamente pela internet, na plataforma Positivo Leilões, por determinação da Vara Regional de Falências, Recuperações Judiciais e Extrajudiciais de Concórdia.
A empresa, foi uma das maiores exportadoras brasileiras da fruta e chegou a negociar ações na Bolsa de Valores. Antes da falência, passou por recuperação judicial e acumulava passivo de R$ 51 milhões ainda durante o processo de reestruturação.

A primeira praça começa em 7 de outubro e segue até o dia 13, com lances a partir de 100% do valor de avaliação. Caso não haja propostas, o imóvel segue para a segunda etapa, entre 13 e 29 de outubro, quando o lance mínimo cai para 50% da avaliação, o equivalente a aproximadamente R$ 1,74 milhão. Se também não houver lances, a terceira praça será realizada entre 29 de outubro e 17 de novembro, com lances a partir de R$ 1 mil, conforme previsto no edital.
O processo é totalmente digital e ocorre pelo site oficial. Na plataforma, os interessados têm acesso a todas as informações, editais, fotos, documentos e orientações sobre o processo de habilitação e envio de lances.
Falência e venda dos ativos
O leilão do imóvel rural faz parte do processo de liquidação do patrimônio da Pomi Frutas. Em etapa anterior, já havia sido anunciada a venda judicial de outros ativos da companhia, entre equipamentos de infraestrutura industrial, máquinas agrícolas, veículos e outros imóveis.
A Pomi Frutas, antiga Renar Maçãs, foi fundada em Fraiburgo em 1962 e atuava na produção e comercialização de maçãs in natura e processadas. Em 2018, entrou em recuperação judicial, em meio a dificuldades financeiras, e posteriormente teve a recuperação convertida em falência. Depois de conseguir suspender a decretação e apresentar um novo plano de recuperação, a companhia acabou recorrendo à autofalência diante da deterioração de sua situação econômico-financeira.
