Fábrica de gigante do papel com 102 anos de história que fechou e demitiu 90 funcionários pode reabrir após venda para grupo paraibano

Suzano, com 102 anos de história, é considerada uma gigante global do setor de papel

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Gigante do papel Suzano tem fábrica em Aracruz, no ES (Foto: Suzano, Divulgação)

A fábrica Rio Verde, da gigante do papel Suzano, localizada em Suzano, na Grande São Paulo, terá uma nova proprietária e poderá voltar a operar. A companhia acertou a venda da unidade à Nova Conpel, empresa paraibana que integra o Grupo DuraMais e atua no setor de papel e embalagens.

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A negociação envolve o imóvel, as máquinas e os equipamentos da fábrica e foi submetida à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As empresas pediram que a operação seja avaliada pelo rito sumário e aprovada sem restrições. O valor da transação não foi informado.

Com a aquisição, a Nova Conpel deve entrar na produção de maculatura, um tipo de papel reciclado utilizado em rolos de papel-toalha e papel higiênico. A empresa já trabalha com papel reciclado em sua operação de embalagens.

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Fábrica tinha capacidade para 50 mil toneladas por ano

A Suzano encerrou as atividades da Rio Verde em janeiro deste ano, afirmando ter feito uma análise de seu portfólio industrial. A unidade produzia papéis de imprimir e escrever e tinha capacidade instalada de 50 mil toneladas por ano, o equivalente a cerca de 5% da atuação da companhia nesse mercado.

Na ocasião, a Suzano informou que redistribuiria a produção entre outras unidades de papel e embalagens e que o fechamento não afetaria os clientes.

Segundo reportagem do O Globo, o encerramento das atividades provocou a demissão de 90 funcionários. A publicação também informou que a fábrica era a menor da Suzano no segmento de papéis de imprimir e escrever, que enfrenta concorrência de produtos importados.

Suzano tem 102 anos

Fundada há 102 anos, a Suzano teve receita líquida de R$ 11,6 bilhões entre abril e junho de 2026 e Ebitda ajustado, indicador de geração de caixa, de R$ 4,7 bilhões, de acordo com os resultados do trimestre divulgados em agosto. Além da celulose, a companhia produz papéis para impressão e escrita, papel-cartão e bobinas de papel.