Fábrica solidária produz mais de 3 mil fraldas gratuitas para famílias vulneráveis no interior de SC

Projeto da Cruz Vermelha reúne 55 voluntários e beneficia pessoas acamadas e instituições assistenciais

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Fábrica solidária da Cruz Vermelha de Criciúma produz cerca de 3,8 mil fraldas por mês para distribuição gratuita (Foto: Luis Casagrande/Manuela Linemburger, Reprodução)

Na sede da Cruz Vermelha de Criciúma, 55 voluntários transformam matéria-prima em um item essencial para o cuidado de pessoas acamadas. São cerca de 3,8 mil fraldas produzidas por mês e distribuídas gratuitamente a famílias em situação de vulnerabilidade e instituições assistenciais.

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Criada em 2019, a fábrica de fraldas solidárias já produziu cerca de 463 mil unidades. O trabalho ocorre na Rua Antônio Benedet de Angelo, 15, no bairro Pinheirinho, onde funciona a sede da entidade.

Segundo Sandra Castanhel, coordenadora da fábrica e integrante da diretoria da Cruz Vermelha, o projeto tem 230 famílias e 28 instituições assistenciais cadastradas, sobretudo instituições de longa permanência para idosos.

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As entregas ocorrem em rodízio entre os beneficiários. Embora a produção alcance milhares de unidades todos os meses, ainda não é possível atender todos os pedidos.

Como funciona a fábrica de fraldas solidárias

O trabalho é dividido entre equipes que participam das etapas de fabricação e distribuição. Às segundas-feiras, um grupo atua das 18h às 20h30min. Outra equipe se reúne às quintas-feiras, em semanas alternadas.

Nas manhãs de quinta-feira, os voluntários também trabalham com a máquina de produção. Durante a tarde, são realizadas as entregas aos beneficiários.

Atualmente, os 55 voluntários ativos suprem a capacidade de produção da fábrica. As fraldas são confeccionadas em tamanho padrão para adultos e idosos, com possibilidade de fabricação de modelos infantis futuramente.

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Falta de matéria-prima reduz produção de fraldas

A disponibilidade de materiais é o principal desafio para manter a fábrica em funcionamento. A média mensal de produção caiu de cerca de 4 mil para 3,8 mil fraldas devido à diminuição de matéria-prima.

Conforme Sandra, o trabalho já precisou ser suspenso duas vezes por falta de material. Com o aumento no preço dos insumos, o custo mensal de manutenção do projeto chegou a R$ 6 mil.

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A fábrica recebe doações mensais da URC, Siecesc, Unimed e Credisol. Rotary Club e Unicred contribuem como apoiadores eventuais.

Quem pode receber as fraldas gratuitas

O projeto atende prioritariamente pessoas acamadas em situação de vulnerabilidade. Para fazer o cadastro, é necessário apresentar documentos pessoais e comprovante de residência.

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A distribuição acontece às quintas-feiras à tarde, na sede da Cruz Vermelha de Criciúma, conforme a disponibilidade das fraldas e o rodízio entre famílias e instituições cadastradas.