Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve no país

Trabalhadores da Caixa iniciam greve nacional nesta quinta (10), enquanto Banco do Brasil terá paralisação parcial após impasses sobre o custeio do plano de saúde

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Bancários da Caixa entram em greve e Banco do Brasil tem paralisação parcial após impasses com categoria (Banco do Brasil e Caixa Econômica, Divulgação)

Bancários da Caixa entram em greve e Banco do Brasil tem paralisação parcial após impasses com categoria (Foto: Caixa, Banco do Brasil, Divulgação)

Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). Na Caixa, a greve ocorre em âmbito nacional, enquanto no Banco do Brasil a adesão é parcial, após os trabalhadores rejeitarem propostas relacionadas ao custeio do plano de saúde. Não foram divulgadas as informações do número de agências afetadas em Santa Catarina.

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O principal ponto de discordância entre os trabalhadores e os dois bancos está relacionado ao custo dos planos de saúde. Na Caixa, a proposta apresentada pela instituição foi rejeitada nas assembleias, enquanto no Banco do Brasil a resposta dos sindicatos foi dividida entre aprovação, retomada das negociações e paralisação.

Banco do Brasil diz que chegou ao limite das negociações

No Banco do Brasil, a retomada das tratativas ocorreu depois que a maioria das assembleias realizadas na sexta-feira (4) decidiu pela reabertura das negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico.

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Segundo informações do Sindicato dos Bancários, durante a nova rodada, realizada após a decisão das bases, o banco manteve a posição de que a proposta apresentada anteriormente é a última e que não haverá novos avanços nas reivindicações.

Em depoimento à reportagem do NSC Total, o órgão reafirmou a presença nas mesas de negociação junto às categorias.

O Banco do Brasil participa da mesa única da Fenaban, com presença de todos os bancos, nas quais são debatidas as questões gerais da categoria bancária, incluindo o índice de reajuste. Além disso, o Banco possui uma mesa específica com as entidades sindicais nas quais são tratadas as questões do funcionalismo do BB. Para a data-base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país.

Em contrapartida, a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que os trabalhadores conseguiram avanços durante as negociações, mas que a mobilização continua:


Avançamos até o final na mesa de negociação com o Banco do Brasil e conquistamos importantes resultados. Mas a luta não acaba aqui. Precisamos preservar a unidade e manter a mobilização, porque nenhuma conquista é permanente sem organização e luta. Os trabalhadores do Banco do Brasil sabem que só avançamos quando estamos unidos e mobilizados para defender nossos direitos e conquistar novas vitórias.

As bases sindicais do Banco do Brasil que rejeitaram a proposta deverão convocar novas assembleias para os funcionários avaliarem a resposta do banco ao pedido de reabertura das negociações.

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Caixa retoma negociação

Na Caixa Econômica Federal, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e o sindicato retomaram as negociações nesta quarta-feira (9), em São Paulo.

A decisão veio após as assembleias realizadas em diferentes regiões do país rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa. Segundo Luiza Hansen, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da CEE/Caixa, a rejeição ultrapassou 90% nas bases sindicais.

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“O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa. Isso foi fundamental para forçar o retorno das negociações”, disse.

“Mas é importante que os empregados sigam as orientações de seus sindicatos e participem da greve que começa amanhã [quinta-feira 1º] para fortalecer a negociação e pressionar o banco a apresentar uma proposta que atenda as expectativas”, completou.

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A greve na Caixa começou nesta quinta-feira (10) e terá duração indeterminada. A paralisação deverá continuar até que novas assembleias decidam pela continuidade ou pelo encerramento do movimento.

Em nota enviada à reportagem do NSC Total, a Caixa informou que permanece aberta para negociações com as bases sindicais.

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“A CAIXA informa que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”, diz o texto.

Saúde Caixa está entre os principais impasses

Segundo informações dos Sindicatos dos Bancários, na negociação, os representantes dos empregados voltaram a apresentar os motivos que levaram à rejeição da proposta.

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O plano de saúde, Saúde Caixa, aparece como um dos principais pontos de discordância, embora a categoria também tenha levado ao banco uma lista extensa de reivindicações desde junho.

A Caixa não apresentou uma nova proposta durante a reunião de quarta-feira (9), porém, se comprometeu a continuar as negociações e marcou uma nova reunião para a manhã desta quinta-feira (10).