Golpe do free flow já soma 480 sites falsos de pedágio em 1 ano, com pico de 80 páginas em 1 semana

Páginas clonadas induzem motoristas ao erro durante a cobrança automática nas estradas; entenda como funciona a fraude

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Alerta para motoristas: mais de 480 sites falsos do pedágio free flow foram criados para aplicar golpes via Pix. Mapeamento de segurança orienta sobre canais oficiais de pagamento (Foto: Divulgação, Tamoios)

480 sites falsos de pedágio free flow foram criados em apenas um ano para aplicar golpes via Pix em motoristas, revela mapeamento da empresa de segurança Kaspersky. O pico da ação criminosa chegou a colocar 80 páginas fraudulentas no ar em uma única semana, em que simulam a cobrança sem cancela nas rodovias para induzir os motoristas a pagamentos indevidos.

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Pedágio de R$ 25 são o principal anzol utilizado pelos golpistas. A escolha desse valor estratégico imita uma tarifa real de rodovia, reduzindo a desconfiança da vítima no momento do acesso. O enredo do golpe do free flow segue uma mecânica direta:

  • Busca no navegador ou links patrocinados direcionam o condutor para o endereço falso.
  • Inserção da placa do veículo é solicitada na tela inicial para simular a busca.
  • Identificação falsa de passagem pelo free flow é exibida segundos depois.
  • Um código Pix de pagamento surge na tela com destino final do pedágio para contas de “laranjas”.

Páginas com pouca informação e sem identificação clara das concessionárias marcam o padrão visual das fraudes em pedágios sem chancelas. A fragmentação das rotas facilitava a ação dos golpistas, pois obrigava o condutor a procurar individualmente a empresa responsável por cada trecho percorrido. Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky, expõe como o golpe evolui aceleradamente e de forma ordenada.

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O que observamos no caso do Golpe do Free Flow é uma evolução rápida e estruturada da fraude digital. Em poucos meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos, o que indica uma operação altamente escalável e provavelmente automatizada. Eles combinam engenharia social, uso de dados reais de veículos e anúncios patrocinados para aumentar a taxa de conversão dos golpes.

Fabio explica que esse tipo de campanha tende a acompanhar a adoção de novos serviços digitais, explorando justamente momentos de transição e desconhecimento do público.

Canais oficiais para pagamento

Na última semana, o Ministério dos Transportes atualizou o aplicativo CNH do Brasil, que passou a centralizar os dados oficiais do free flow de rodovias municipais, estaduais e federais. A ferramenta gratuita exibe o histórico detalhado do pedágio, com local, data, hora e a plataforma correta para regularizar os débitos. Mas, Assolini pondera:

“Porém, mesmo com a novidade, ainda são identificados “novos sites falsos que simulam cobranças do free flow. Os cibercriminosos acompanham os assuntos em destaque no noticiário e nas redes sociais para adaptar rapidamente suas estratégias, e fica o alerta para possíveis novas iscas relacionadas ao tema nos próximos meses”, disse o pesquisador ao G1.

Cuidados essenciais contra o golpe do free flow

  • Consulte dados oficiais apenas no aplicativo CNH do Brasil (disponível para Android e iOS) ou direto no portal da concessionária.
  • Verifique o destinatário do Pix no banco antes de confirmar; pagamentos legítimos nunca são direcionados a pessoas físicas ou fintechs desconhecidas.
  • Ignore links recebidos via SMS ou mensagens de texto cobrando pedágios pendentes.
  • Conferência em empresas de tag deve ser feita exclusivamente nos canais oficiais da operadora contratada, como extrato ou fatura mensal.

*Com edição de Nicoly Souza