Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar registrou, na manhã desta segunda-feira (26), uma alta em relação ao real, cotado a R$ 5,60. Já o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), teve uma queda de 16% após o resultado das Eleições 2026.
O movimento acendeu um sinal de atenção para o desempenho dos ativos brasileiros nesta segunda-feira (26).
Risco de queda de ações levou bolsa a acionar Circuit Breaker
Nesta manhã, a bolsa brasileira B3 informou que os ativos à vista entraram em circuit breaker devido a alta volatilidade no mercado de ações influenciado pela reeleição de Lula. Está é a primeira vez que o circuit breaker é acionado desde a pandemia da Covid-19, em 2020.
A ferramenta é acionada para interromper temporariamente negociações em momentos em que há uma maior risco das ações despencarem. O período de intervalo varia de acordo com o impacto da queda naquele momento
Por que as ações brasileiras caíram após a reeleição de Lula?
A queda está ligada com a movimentação de investidores internacionais em ativos vinculados ao mercado nacional.
Na sessão regular de sexta-feira (23) a bolsa brasileira tinha fechado com uma valorização de 1,77%. No domingo, porém, o desempenho teria registrado durante o período adicional de negociações uma forte retração.
Cenário da bolsa brasileira e do dólar antes do resultado eleitoral
Na última sessão antes do segundo turno, realizado no domingo (25), os indicadores brasileiros terminaram o pregão com resultados positivos para a bolsa e negativos para o dólar.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,47% na sexta-feira (23), encerrando aos 205.083 pontos. Já o dólar comercial caiu 0,90%, com cotação de R$ 4,9930.
Durante aquela sessão, os investidores acompanharam diferentes fatores que poderiam influenciar os preços dos ativos, entre eles:
- Cenário eleitoral: uma pesquisa Datafolha apontava empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
- Inflação: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,32% em outubro, abaixo das expectativas do mercado.
- Petróleo: os preços internacionais da commodity avançaram em meio a tensões geopolíticas e à redução dos estoques dos Estados Unidos acima do esperado.
O IPCA-15 havia subido 0,70% em setembro. A desaceleração registrada em outubro indicava um avanço mensal menor dos preços medidos pelo indicador.
No mercado internacional de petróleo, o barril do Brent, referência global, subiu 3,45%, para US$ 117,08. O WTI, referência nos Estados Unidos, teve alta de 4,02%, chegando a US$ 103,45.
*matéria em atualização




