A JBS se uniu à Viva Holding, uma das maiores empresas brasileiras de processamento de couro, para criar a JBS Viva, nova companhia que terá capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano. O acordo definitivo foi assinado nesta terça-feira (15).
A nova companhia terá 31 fábricas e mais de 11 mil funcionários distribuídos pelo Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã, segundo informações do g1. A operação reunirá parte dos negócios de produção, processamento e comercialização de couro da JBS e da Viva, além da fabricação e venda de produtos químicos usados no processamento.
A JBS Viva será dividida igualmente entre os dois grupos, com 50% de participação para a JBS e 50% para a Viva. O conselho de administração terá seis membros, sendo que a JBS indicará o presidente e o diretor financeiro, e a VIVA nomeará o CEO.
A associação havia sido anunciada pelas empresas em novembro de 2025. Com a assinatura do acordo definitivo, foram estabelecidas as regras para a criação da nova companhia. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Quem é a Viva Holding
A Viva Holding foi criada em 2023, a partir da união entre a Viposa e a Vancouros. Na época, a empresa nasceu com capacidade para processar cerca de 7 milhões de couros por ano e faturamento estimado em R$ 3,1 bilhões. Com a associação com a JBS, parte dessa estrutura será integrada à nova JBS Viva, que terá operações em seis países.
O que vai fazer a JBS Viva
A nova empresa vai concentrar parte dos negócios de couro dos dois grupos, desde a produção e o processamento até a comercialização do material.
O couro é obtido principalmente como coproduto dos frigoríficos. Depois de retirada, a pele passa por processos em curtumes para impedir sua decomposição e transformar o material em um produto estável, flexível e resistente.
O couro processado pela nova companhia poderá ser destinado a diferentes setores, como automotivo, calçadista e moveleiro, entre outros.
Segundo o anúncio feito pelas empresas em 2025, a JBS Viva terá presença em seis países e capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano.
O que fica fora da associação
Nem todos os negócios relacionados ao couro da JBS e da Viva serão transferidos para a nova companhia.
Segundo o g1, ficam fora da operação:
- Atividades e ativos de colágeno e gelatina das duas empresas;
- Ativos, estoques e operações de couro da JBS em Cactus, no Texas, nos Estados Unidos;
- Ativos da divisão de couros da JBS localizados na Alemanha, Uruguai e México;
- Ativos da Viva que atualmente não são utilizados em sua operação de couro.
JBS continuará fornecendo couro
Mesmo com a transferência de parte de sua operação de couros para a JBS Viva, a JBS continuará integrada à cadeia produtiva.
Pelo acordo, a JBS S.A. fornecerá à JBS Viva o couro cru produzido por seus frigoríficos no Brasil. Durante o processamento, são geradas aparas e raspas de couro, que serão vendidas de volta à JBS para utilização nas operações de gelatina, colágeno e produtos relacionados.
Assim, haverá uma relação comercial entre a JBS e a nova companhia mesmo depois da transferência dos ativos.






