Mesmo após anunciar lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre deste ano, os resultados da WEG não agradaram os investidores e a empresa de Jaraguá do Sul, no Norte de SC, registrou queda na Bolsa de Valores. Depois do anúncio dos resultados, a companhia viu suas ações caírem 6,36% entre os dias 20 e 21 de outubro. O valor da ação da empresa terminou a quarta-feira (21) a R$ 45,36.
Segundo O BTG Pactual, um banco de investimentos, a WEG é uma tese de crescimento, mas as margens ficaram um pouco mais fracas do que o previsto. “Em relação ao crescimento, a receita líquida reportada foi superior às nossas estimativas, mas ficou em linha com o consenso, portanto sem grandes surpresas. Quanto às margens, o resultado ficou abaixo do consenso e das nossas estimativas, o que acreditamos ter sido causado pelos maiores custos de insumos, principalmente cobre, pelo impacto das tarifas e pelo crescimento da nova capacidade”, informou a instituição aos seus investidores.
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Resultados da WEG
Entre julho e setembro, o lucro líquido da WEG foi de R$ 1,6 bilhão, um aumento de 6,8% em relação ao trimestre anterior. A catarinense também informou no balanço ao mercado que o lucro líquido no último trimestre representa um aumento de 0,9% se comparado ao mesmo período do ano anterior. A margem líquida atingiu 15,3%, 0,8 ponto percentual inferior ao terceiro trimestre de 2025 e 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
“A WEG divulgou seus resultados do terceiro trimestre, que vieram mistos em relação às nossas estimativas, com receita líquida e lucro líquido melhores, mas margem mais fraca. A receita líquida totalizou R$ 10,9 bilhões, +6% a/a; 1% acima das nossas estimativas. O EBITDA atingiu R$ 2,3 bilhões (+3% a/a; 1% abaixo das nossas estimativas), resultando em margem de 21,6%, ante 22,2% no ano anterior e abaixo da nossa estimativa de 22,1%”, ainda diz a BTG Pactual em comunicado.
A instituição relatou que, de forma geral, enxerga resultados mistos no terceiro trimestre, com margens ligeiramente abaixo das estimativas, mas crescimento um pouco acima das expectativas.
“No curto prazo, acreditamos que os principais fatores a acompanhar sejam: as próximas eleições presidenciais e suas implicações para o câmbio; as possíveis discussões sobre a devolução das tarifas”, conforme nota da BTG Pactual.
Como nasceu a WEG
Presente em 37 países, a empresa WEG, que também é conhecida como “fábrica de bilionários”, nasceu na cidade de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense e, ao longo dos anos, expandiu e passou a faturar bilhões de reais. Saiba como começou o negócio de sucesso jaraguaense.
A empresa de fabricação de motores elétricos foi fundada em 16 de setembro de 1961 pelo trio Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As habilidades do eletricista, administrador e do mecânico foram unificadas e resultaram na fundação da Eletromotores Jaraguá. Algum tempo depois, a empresa mudou de nome e passou a ser chamada de WEG, sigla que junta as iniciais dos fundadores.
Até a década de 80, a empresa produzia somente motores elétricos, mas 20 anos após sua fundação começou a investir na produção de outros produtos como componentes eletroeletrônicos, para automação industrial, transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó e vernizes eletroisolantes.
Foi em 1970 que a WEG iniciou as exportações, entregando produtos para a Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia. Na mesma década, registrou outros fatos marcantes: entrou para a bolsa de valores, abriu escritório na Alemanha e inaugurou um segundo parque fabril.
Na década seguinte, começaram outras expansões como a WEG Química e WEG automação, por exemplo. E em 1990, vieram outras filiais tanto na região, como Guaramirim, e em outros países tal qual Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Suécia. Hoje, a empresa é uma das maiores do Brasil.
























