Pai vende o caminhão que sustentou a família por 30 anos, começa a vender de dentro de casa e hoje ocupa um galpão

Sérgio Cruz entrou no comércio eletrônico por influência dos filhos e toca a operação com o filho Paulo

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Paulo Cruz (Filho) e Sérgio Cruz (Pai) que abriram empresa de vendas de mercadorias por marketplaces

O filho Paulo incentivou o pai Sérgio a vender o caminhão e investir no mercado digital de venda de mercadorias. (Foto: Reprodução, PEGN)

Vender a única coisa que foi sustento por uma vida inteira para arriscar em um novo negócio do qual não se tem experiência. Essa foi a decisão de Sérgio Cruz, que trocou 30 anos de estradas dirigindo um caminhão e, incentivado pelo filho, investiu tudo em uma oportunidade no mundo digital que hoje fatura seis dígitos por mês.

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Depois de décadas cumprindo uma rotina intensa de viagens pelas estradas do Brasil, Sérgio viu que o volante começava a cobrar seu preço. Já estava cansado, mas foi o caminhão que ajudou a criar os filhos e sustentar a família de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, por tantos anos.

Ao mesmo tempo, os filhos mais novos já estavam experimentando as novidades e oportunidades do mundo digital e resolveram mostrar para o pai que também era possível. A escolha foi o comércio eletrônico. A aposta tímida virou um negócio lucrativo que hoje fatura R$ 220 mil por mês.

Os filhos de Sérgio estavam fazendo testes e operando no comércio digital. Ele viu os filhos crescendo e ficou curioso. Foi então que tomou a decisão de investir também. Vendeu o caminhão e comprou uma quantidade inicial de mercadorias de utilidades domésticas.

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Para vender as mercadorias, utilizou as plataformas de marketplace. Os produtos comprados inicialmente cabiam em um cômodo dentro de casa. Depois veio a sala comercial e as vendas aumentaram tanto que hoje a empresa ocupa um galpão inteiro, que também já começa a ficar pequeno.

Sérgio e o filho Paulo tocam o negócio que atualmente vende cerca de 5 mil produtos por mês e milhares de opções disponíveis nos marketplaces. Os canais de venda também são diversos. O faturamento já atingiu a marca de R$ 220 mil por mês.

Para lucrar mais, resolveram importar as mercadorias por conta própria. Tudo isso exige planejamento. Datas comerciais como o Natal são pensadas meses antes pela família, para que os produtos estejam disponíveis na época em que todo mundo começa a pensar nos presentes.

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Do galpão é que toda operação acontece. Os produtos são separados, embalados e despachados. O filho Paulo disse ao Pequenas Empresas & Grandes Negócios que o diferencial está na estratégia e na parceria familiar. Sérgio acredita que persistência, estudar sempre e ter vontade de aprender são essenciais para o sucesso.

Alguns dos produtos que Sérgio e o filho comercializam no negócio da família

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