Com o valor retido ou bloqueado no Pé-de-Meia, estudantes do ensino médio enfrentam travamentos por quatro motivos principais: CPF desatualizado, falta de autorização dos pais para menores, frequência escolar abaixo de 80% e inconsistências no Cadastro Único (CadÚnico). A boa notícia é que cada caso tem solução rápida na escola, na Receita Federal, no Caixa Tem ou no CRAS.
FOTOS: Os motivos do bloqueio no Pé-de-Meia e como liberar o saldo
O perigo do CPF desatualizado
Qualquer divergência no nome completo, na data de nascimento ou na situação do CPF pode barrar o estudante antes mesmo de o valor ser depositado. É fundamental que os dados da matrícula escolar estejam rigorosamente iguais aos documentos oficiais registrados na Receita Federal.
Caso existam alguns erros nesses registros básicos, o caminho exige atenção e correção direta na secretaria da escola ou nos canais da Receita Federal. A atualização é o único jeito de destravar o processo, lembrando que o sistema precisa de alguns dias para processar as mudanças.
Menor de idade e com aplicativo bloqueado
Muitos jovens levam um susto ao ver o saldo depositado no aplicativo, mas descobrem que não conseguem movimentar o valor para compras ou transferências. Para quem tem menos de 18 anos, o dinheiro fica guardado na conta até que o responsável legal dê a autorização formal.
Essa liberação pode ser feita de forma simples pelos pais diretamente no aplicativo Caixa Tem, facilitando a rotina da família. Caso o responsável legal não seja o pai ou a mãe, o procedimento deve ser feito presencialmente em uma agência da Caixa Econômica Federal.
A cilada da frequência escolar abaixo do mínimo
O programa exige que o estudante mantenha pelo menos 80% de presença nas aulas para garantir o incentivo financeiro mensal. Se o boletim registrar faltas em excesso ou se houver falhas no envio das frequências pela escola, o repasse é imediatamente suspenso.
Ao identificar que o corte aconteceu por engano no registro da turma, o aluno deve procurar a secretaria da escola para solicitar a correção dos dados. Quando a frequência mínima for acumulada novamente ao longo do ano letivo, as parcelas suspensas podem ser liberadas.
O risco do Cadastro Único desatualizado
Não basta estar na idade certa e matriculado na rede pública para garantir o incentivo se a situação da família estiver irregular no Cadastro Único. Os critérios de renda e as informações sociais passam por checagens periódicas que exigem dados atualizados para evitar o bloqueio da conta.
Se houver qualquer pendência ligada ao cadastro familiar, o responsável deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. Manter os dados em dia evita a perda do benefício, embora a atualização não garanta a inclusão automática ou o pagamento de parcelas retroativas.
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.










