O direito de receber a pensão por morte para o filho póstumo, ou seja, a criança nascida após o falecimento do segurado, começa na data exata do nascimento do bebê, como confirma o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A regra oficializada em agosto pela Instrução Normativa nº 212/2026, que altera a IN nº 128/2022, estabelece o marco temporal para o início dos pagamentos o bebê nascido após a morte do segurado e reforça a proibição do repasse de valores retroativos referentes ao período de gestação.
Início dos pagamentos para o filho póstumo
A pensão por morte ao filho com menos de 16 anos prevê prazo legal de até 180 dias após o falecimento para dar entrada no pedido com direito a parcelas retroativas integrais. Se a família perder esse prazo, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garante que o nascido após a morte do pai ou da mãe continua com direito ao benefício, mas os pagamentos passam a contar estritamente a partir do dia em que a solicitação for formalizada no INSS.
Filho recebe pensão por morte até os 21 anos, em regra
A pensão por morte ao filho é paga, via de regra, até que o jovem alcance os 21 anos de idade. No entanto, para a criança nascida após a morte do provedor que apresentar invalidez ou deficiência, a cobertura previdenciária torna-se vitalícia ou permanece ativa enquanto perdurar a condição de incapacidade.
Para assegurar a liberação da renda mensal, é indispensável comprovar a qualidade de segurado do falecido na data do óbito, ou demonstrar que ele já possuía direito adquirido a algum benefício do INSS.
Como solicitar a pensão no Meu INSS
A solicitação da pensão por morte ao filho póstumo não ocorre automaticamente nos sistemas do governo federal e precisa ser efetuada pelos pais ou responsáveis legais. O processo é simples e pode ser feito totalmente online para o bebê nascido após a morte do segurado.
Passo a passo no aplicativo ou site:
- Acesse a plataforma Meu INSS com seu CPF e senha do Gov.br.
- Clique na opção “Novo Pedido” na tela principal.
- Busque por “Pensão por Morte Urbano” (ou “Pensão por Morte Rural”, conforme o caso).
- Preencha todos os dados do requerente e do filho.
- Anexe a documentação em formato digital e envie o pedido.
Documentos necessários para o bebê nascido após a morte:
- Certidão de nascimento da criança com o nome do genitor falecido registrado;
- Certidão de óbito do segurado;
- Documentos de identificação e CPF do responsável legal e da criança;
- Comprovantes de contribuição do falecido (Carteira de Trabalho, carnês do INSS ou Extrato do CNIS).
A pensão por morte ao filho garante proteção financeira imediata à família desde os primeiros dias de vida da criança. Por isso, providenciar os documentos logo após o parto é o caminho mais rápido para evitar atrasos na análise e garantir a liberação do benefício.
FOTOS: O que acontece com valores do benefício do INSS após morte do segurado
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.






