Por que os ricos mantêm mais da metade do dinheiro na renda fixa? Veja os CDBs, fundos, ações e ETFs preferidos

A renda fixa domina as carteiras dos mais ricos, com CDBs, LCIs, LCAs e fundos de crédito privado entre os destaques

Compartilhe:
Renda fixa segue como preferência entre investidores endinheirados, com CDBs, LCIs e LCAs entre os destaques das carteiras (Foto: kaboompics/ Pexels)

Renda fixa segue como preferência entre investidores endinheirados, com CDBs, LCIs e LCAs entre os destaques das carteiras (Foto: kaboompics/ Pexels)

Quando o assunto é investir dinheiro, a estratégia de quem tem um patrimônio elevado pode revelar tendências importantes do mercado. Apesar da associação entre grandes fortunas e aplicações de maior risco, a renda fixa continua ocupando espaço central nas carteiras dos investidores mais endinheirados.

Continua após a publicidade

Em agosto, a modalidade representava 50,9% do portfólio médio desse público, segundo levantamento mensal da SmartBrain. O resultado mostra que a busca por previsibilidade, rendimento e diversificação continua presente entre pessoas com patrimônio elevado.

Os dados também indicam que a composição dos investimentos é mais complexa do que parece. Além dos títulos tradicionais, fundos de crédito privado, ações e ETFs fazem parte das escolhas acompanhadas pelo estudo.

Renda fixa representa mais da metade das carteiras

A renda fixa respondeu por 50,9% da carteira média dos investidores endinheirados em agosto. Em julho, essa participação era de 51,59%.

Continua após a publicidade

A diferença indica uma redução na proporção ocupada pela classe, mas não permite concluir, isoladamente, que esse público esteja abandonando os investimentos de renda fixa.

A modalidade reúne aplicações com diferentes níveis de risco, prazos e formas de remuneração. Por isso, observar apenas o percentual total não é suficiente para compreender as estratégias utilizadas pelos investidores.

Crédito privado ganha espaço entre os fundos

Um dos destaques do levantamento da SmartBrain está na presença de fundos classificados como multimercados, mas que, na prática, concentram suas estratégias em crédito privado.

Continua após a publicidade

Segundo Henrique Spinosa, presidente e sócio-fundador da SmartBrain, oito dos dez fundos multimercados que apareceram no topo do ranking de agosto tinham essa característica.

O crédito privado envolve títulos emitidos por empresas e outras instituições, podendo oferecer remuneração associada ao risco de crédito do emissor. Embora possa apresentar oportunidades de retorno, a modalidade não elimina a possibilidade de perdas.

A explicação de Spinosa também ajuda a contextualizar o comportamento dos investidores. Após uma onda de resgates, os fundos de crédito privado voltaram a atrair recursos, segundo a análise apresentada no levantamento.

Continua após a publicidade

CDBs ligados ao CDI são os favoritos na renda fixa

Dentro da renda fixa, os CDBs vinculados à Selic ou ao CDI aparecem como os investimentos predominantes na carteira analisada pela SmartBrain. Esses produtos representavam 53,49% da carteira de renda fixa dos investidores endinheirados em agosto.

O CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é um título emitido por instituições financeiras. Sua rentabilidade depende das condições contratadas, podendo ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Nos papéis atrelados ao CDI, o rendimento acompanha a variação desse indicador de referência do mercado financeiro.

Continua após a publicidade

Para quem investe, é importante observar não apenas a taxa oferecida, mas também o prazo de vencimento, a instituição emissora e as condições de resgate.

LCI e LCA avançam na participação

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs), também ligadas ao CDI, representavam 18,46% da carteira de renda fixa em agosto.

Em julho, a participação era de 12,87%. O avanço mostra o crescimento da presença desses títulos na composição analisada.

Continua após a publicidade

Um dos atrativos das LCIs e LCAs para pessoas físicas é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos, conforme as regras tributárias aplicáveis. Essa característica pode influenciar a rentabilidade líquida da aplicação.

Ainda assim, a isenção não significa que todos os títulos sejam iguais. Prazos, liquidez, condições de remuneração e riscos precisam ser avaliados antes da aplicação.

Ações e ETFs também aparecem nas carteiras

Embora a renda fixa seja predominante, os investimentos em renda variável continuam presentes nas carteiras dos endinheirados.

Continua após a publicidade

O levantamento destaca a preferência por ações menos suscetíveis às oscilações do mercado e por ETFs, fundos de índice negociados em bolsa.

As ações representam participação em empresas e podem oferecer valorização e dividendos, mas estão sujeitas às variações do mercado. Já os ETFs permitem acompanhar o desempenho de um índice ou de uma cesta de ativos, dependendo de sua estratégia.

A diversificação entre diferentes classes pode ajudar a distribuir a exposição a riscos. No entanto, nenhum modelo de alocação garante proteção completa contra perdas.