Brasil atinge 7,3 milhões de pedidos de primeira CNH em 2026 e já habilita 2 milhões de novos condutores em 9 meses

Desburocratização no processo de habilitação gera explosão de pedidos entre janeiro e agosto no Brasil; veja o que mudou

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Brasil atinge 7,3 milhões de pedidos de primeira CNH em 2026 e já habilita 2 milhões de novos condutores em 9 meses

Procura pela primeira CNH dispara 216% no Brasil após redução de até 80% nos custos. Novas regras levaram 7,3 milhões de brasileiros a iniciarem o processo de habilitação em 2026 (Foto: Agência Brasil, Divulgação)

Uma queda de até 80% nos custos para tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) fez a procura pela habilitação disparar 216% no Brasil entre janeiro e agosto de 2026. A redução de burocracias levou 7,3 milhões de brasileiros a darem entrada no processo, contra 2,3 milhões no mesmo período do último ano. Isso colocou cerca de 2 milhões de novos condutores em 9 meses habilitados nas ruas.

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O alívio de R$ 8,6 bilhões no bolso da população resume o impacto financeiro do novo modelo em apenas nove meses, valor calculado a partir do fim de exigências teóricas presenciais, redução de aulas práticas, corte em taxas administrativas e economia em deslocamentos. Atualmente, o valor médio para obter a habilitação nas categorias A e B despencou para uma estimativa de R$ 1.256, marca histórica em um país onde tirar o documento exigia investimentos pesados entre R$ 3 mil e R$ 5 mil nas grandes capitais.

Novo funcionamento da CNH do Brasil

  • Aulas teóricas gratuitas: estudo 100% digital e sem exigência de carga horária presencial mínima através do aplicativo oficial “CNH do Brasil“.
  • Prática desburocratizada: treinamento mínimo de apenas 2 horas práticas, com liberdade para usar veículo pessoal ou contratar instrutores autônomos credenciados.
  • Custo reduzido: investimento médio fixado em R$ 1.256, garantindo queda entre 50% e 80% nos custos gerais do candidato.
  • Renovação sem taxa: gratuidade e emissão automática asseguradas aos condutores sem multas no período de 12 meses registrados no cadastro positivo.
  • Sem prazo limite: fim da expiração do processo após 12 meses de inclusão, permitindo ao aluno concluir as etapas conforme sua disponibilidade.

Mudanças nas aulas práticas de direção

Estudo no próprio ritmo do candidato virou realidade com o curso teórico 100% online e gratuito oferecido pelo aplicativo “CNH do Brasil”, ferramenta oficial que sepultou a obrigatoriedade de frequência em salas de aula físicas e extinguiu o antigo piso de 45 horas de aulas teóricas.

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As aulas práticas também sofreram mudanças drásticas ao passarem a exigir apenas duas horas mínimas de treinamento ao volante, além de autorizarem o uso de veículo próprio e a contratação de instrutores autônomos credenciados. Aprovada pela população, a instrução autônoma já abocanha 13,2% de todas as 4,2 milhões de etapas práticas realizadas, somando 553 mil processos conduzidos fora do modelo tradicional das autoescolas.

Bons condutores economizam R$ 1,44 bilhão

A isenção total de taxas e renovação automática recompensaram 1,73 milhão de motoristas classificados como “bons condutores”, medida responsável por gerar uma economia direta de R$ 1,44 bilhão à sociedade. Garante o benefício sem nenhum custo financeiro o condutor que mantém cadastro ativo no Registro Nacional de Condutores Positivos (RNPC) e não acumula infrações de trânsito nos últimos 12 meses.

A digitalização integral dos processos e fim do prazo limite de um ano para a formação aceleraram a emissão do documento no país, e encurtou o tempo de espera do candidato em cerca de 30%. Enquanto 4% dos alunos comemoram a aprovação final em curtíssimos 30 dias, gargalos operacionais no atendimento presencial ainda fazem 40,6% dos candidatos superarem os 180 dias de trâmite até conquistarem a licença final.

Fim da obrigatoriedade de autoescolas e queda de infrações

Especialistas em mobilidade urbana dividem opiniões sobre os impactos de dispensar a obrigatoriedade do ensino tradicional, a auto escola. “Observamos uma clara fuga do processo formal de habilitação”, pontuou Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres e professor da UnB.

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Por outro lado, David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas, faz um alerta sobre a mudança:

Pode privar o candidato da oportunidade de construir conhecimentos de forma mais concreta, sólida e estruturada.

Contestando as críticas da CNH do Brasil, o Ministério dos Transportes assegura que a checagem rigorosa do candidato continua preservada pela biometria, exames médicos obrigatórios e avaliações teóricas e práticas unificadas. Métrica oficial do Ministério dos Transportes aponta queda de 77% nos registros de infrações entre recém-habilitados nos primeiros meses de circulação, dado que desmonta teses de perda na segurança viária.

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Fechamento voluntário de 478 autoescolas até agosto deste ano, contra 266 no mesmo período de 2025, não representa colapso no setor comercial, afirma o ministro dos Transportes, George Santoro.

“Diversas autoescolas inclusive aumentaram seu faturamento no novo cenário”, declarou o ministro em coletiva a Folha de S. Paulo

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Diferenças na procura por estado na primeira CNH

Comandam a disparada nacional de requerimentos da primeira CNH as regiões Nordeste (com 54,7% do total de solicitações) e Norte (com 31,9%), números que reforçam o caráter de inclusão social do programa em áreas de menor renda. 

Registrando o ritmo oposto, as regiões Sudeste e Sul apresentaram as menores taxas de adesão aos instrutores autônomos, com 5,4% e 3,3%, respectivamente, embora tenham liderado a agilidade do programa ao reduzirem o tempo de conclusão do processo em 20,5% e 42,4%.

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Entre as mulheres do país que solicitaram a CNH do Brasil houve um acréscimo de 190.019 (18%) desde o último ano. A busca pela primeira CNH passou de 1.056.960 em 2025 para 1.246.979 em 2026.

FOTOS: Veja o novo formato da CNH do Brasil

*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.