A Toyota iniciou na terça-feira (22) a retomada da produção na fábrica de motores de Porto Feliz, no interior de São Paulo, quase um ano depois de a unidade ser destruída por um forte vendaval. A planta volta às atividades de forma gradual, com uma estrutura renovada e mais resistente, enquanto a montadora prevê recuperar toda a operação até 2028.
Segundo o g1, a nova estrutura foi construída com reforços que a deixam 45% mais resistente do que a anterior. Nesta primeira etapa, a capacidade será de 400 motores por dia, com a retomada do processo de fundição. A capacidade total da unidade poderá chegar a 700 motores por dia quando toda a operação estiver funcionando, incluindo a produção do motor 2.0.
O retorno começa com cerca de 150 funcionários. Antes do evento climático, a unidade contava com aproximadamente 800 trabalhadores, que foram distribuídos entre outras operações da Toyota durante o período de reconstrução.

Fábrica foi destruída por forte vendaval
A unidade de Porto Feliz foi atingida por um forte vendaval em 22 de setembro de 2025. Segundo informações divulgadas na época pela Defesa Civil de São Paulo, o fenômeno foi identificado como uma microexplosão atmosférica, capaz de provocar rajadas de vento muito intensas.
O evento deixou dez pessoas levemente feridas e arrancou praticamente todo o teto da fábrica. A Toyota precisou interromper as atividades e reorganizar sua produção para manter o abastecimento de motores.
Em entrevista ao Uol, Gilberto Paulino, diretor industrial da Toyota do Brasil, relatou os momentos após o temporal e explicou que a empresa conseguiu recuperar parte dos equipamentos da unidade.
“Foram oito minutos entre o início das chuvas e 22 minutos depois, confirmamos que toda a equipe estava a salvo. Corremos para salvar os mais de 800 equipamentos, que não foram danificados, com exceção dos fornos de fundição, mas estes já não iriamos mais usar na nova planta mesmo. Do total, recuperamos 622 máquinas“, disse ao Uol Gilberto Paulino, diretor industrial da Toyota do Brasil.
Relembre como foi o temporal que destruiu a fábrica da Toyota
Produção continuou em estrutura provisória
Enquanto a fábrica original era desmontada e reconstruída, a Toyota criou uma operação provisória em Porto Feliz, a cerca de 11 quilômetros da unidade principal. Segundo o Uol, essa estrutura começou a funcionar em 26 de janeiro de 2026, inicialmente com 373 colaboradores. Desde então, já foram produzidos cerca de 42 mil motores, em um ritmo de aproximadamente 400 unidades por dia.
A estrutura temporária foi usada para manter parte da produção enquanto a fábrica original passava por uma reconstrução completa. A operação provisória chegou a produzir o motor 1.5 do Yaris Cross, enquanto os motores 2.0 destinados ao Corolla e ao Corolla Cross continuaram sendo fornecidos a partir do exterior.
Reconstrução do zero
A fábrica original foi praticamente desmontada para ser reconstruída. Apenas o piso existente foi aproveitado, e mesmo ele será ampliado. A nova fundição também recebeu estruturas mais resistentes.
A Toyota afirma que a reconstrução foi planejada para aumentar a competitividade da unidade e prepará-la para atender tanto o mercado brasileiro quanto outros países.
A expectativa é que a fabricação completa dos motores volte gradualmente para Porto Feliz até 2028. O plano inclui o retorno da produção dos propulsores 2.0 e, posteriormente, da fabricação do motor 1.5.
A reconstrução da fábrica faz parte do ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões anunciado pela Toyota para o Brasil até 2030.





